Questões de Português para Concursos

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Num célebre texto sobre o alfabeto, Millôr Fernandes escreveu: “O A é uma letra com sótão. Chove sempre um pouco sobre o à craseado. O B é um l que se apaixonou por um 3. O b minúsculo é uma letra grávida. Ao C só lhe resta uma saída. O Ç cedilha, esse jamais tira a gravata.”
Esse pequeno texto se baseia
  • A: no significado de cada letra citada.
  • B: na semelhança visual de letras e outras realidades.
  • C: na possibilidade cômica de ridicularizar o alfabeto.
  • D: na criatividade dos autores dos desenhos das letras.
  • E: na explicação histórica de cada formato das letras.

Os exemplos citados no Texto 2 têm a finalidade de
  • A: abrir caminho para novas discussões.
  • B: 4mostrar o conhecimento do autor sobre o tema.
  • C: enriquecer a informação do texto.
  • D: comprovar uma afirmação anterior.
  • E: demonstrar a existência de vários alfabetos.

A falta de correspondência perfeita entre os sons e as letras aparece em nossa língua numa série de pontos.
Assinale a opção em que isso não aparece comprovado nos exemplos.
  • A: a presença do H mudo em alguns vocábulos: honra, herói.
  • B: a possibilidade de duas letras representarem o mesmo som: asa, azar.
  • C: a existência de sons que podem ser representados de formas diferentes: roupa, carro.
  • D: a dupla grafia de uma mesma palavra: alevantar/levantar.
  • E: a presença de uma grafia única para diferentes pronúncias como nas de Brasil e Portugal; fazê (BR), fazeire (PT).

“Na verdade, como veremos, trata-se de uma vã esperança.”
O autor do texto considera uma vã esperança a
  • A: necessidade de se criarem mais letras a fim de que os alfabetos possam fazer uma escrita perfeita.
  • B: criação de alfabetos que se iniciem pelas mesmas letras.
  • C: possibilidade de haver um só alfabeto universal.
  • D: existência de um alfabeto que se adapte adequadamente a todas as línguas.
  • E: tentativa de reproduzir os variados sons da fala por meio de poucas letras.

O tema básico desse Texto 2 é o de
  • A: demonstrar a utilidade do alfabeto.
  • B: indicar a diversidade de alfabetos no mundo.
  • C: destacar uma marca básica de todos os alfabetos.
  • D: informar o leitor sobre a história dos alfabetos.
  • E: mostrar a inutilidade dos alfabetos criados.

“É preciso um bom tempo para examinar essas questões, porque as raízes do alfabeto ainda continuam vindo à tona.”
As opções a seguir mostram maneiras de reescrever corretamente essa frase, à exceção de uma, que apresenta um erro gramatical. Assinale-a.
  • A: é preciso um bom tempo para o exame dessas questões, porque as raízes do alfabeto ainda continuam vindo à tona.
  • B: foi preciso um bom tempo para que se examinassem essas questões, porque as raízes do alfabeto ainda continuavam vindo à tona.
  • C: porque as raízes do alfabeto ainda continuam vindo à tona, é preciso um bom tempo para examinar essas questões.
  • D: é preciso um bom tempo para examinar essas questões, porque ainda continuam vindo à tona as raízes do alfabeto.
  • E: é preciso um bom tempo para que se examine essas questões, porque as raízes do alfabeto ainda continuam vindo à tona.

Observe o segundo parágrafo do texto 1:
“Não se trata da simplicidade do projeto perfeito. A força do alfabeto como ideia reside na sua virtual imperfeição. Embora não se adapte com perfeição a qualquer idioma, pode, com alguma adequação, adaptar-se a todos eles. Assim como a nossa própria espécie, de cérebro mais desenvolvido, que pode ser superada por outras espécies em diversas atividades, mas não no campo do pensamento, o alfabeto é um generalista. Em termos de software, seu sucesso reside em sua maleabilidade. Mas de onde teria surgido essa ideia do alfabeto? Como e onde se disseminou ao transformar-se no sistema de letras romanas que é hoje a escrita mais conhecida do mundo?”

Sobre a estruturação geral desse parágrafo, assinale a única afirmativa verdadeira.
  • A: O terceiro período mostra uma incoerência.
  • B: O quarto período se apoia em uma analogia.
  • C: O quinto período estabelece uma relativização.
  • D: O sexto período se refere a algo desconhecido
  • E: O último período contradiz o anterior.

O autor do texto define o alfabeto como “generalista”.
Isso quer dizer que ele
  • A: registra conhecimentos especializados.
  • B: facilita a comunicação de ideias gerais.
  • C: mostra uma grande amplitude de usos.
  • D: demonstra uma excelente organização interna
  • E: pode registrar todas as ideias, gerais ou especializadas.

A “virtual imperfeição” do alfabeto, citada no segundo parágrafo, se refere à
  • A: maleabilidade, podendo transformar-se no sistema de letras romanas hoje usado.
  • B: capacidade de, mesmo imperfeitamente, ser original em sua expressão.
  • C: capacidade de facilmente adaptar-se qualquer idioma, embora de forma imperfeita.
  • D: singularidade de criar palavras em todos os idiomas, ainda que deficientemente.
  • E: possibilidade de permitir a expressão de todos os pensamentos, mesmo que de forma inadequada.

“Não se trata da simplicidade do projeto perfeito. A força do alfabeto como ideia reside na sua virtual imperfeição.”
Esse segmento do texto mostra dois períodos com um ponto entre os dois. Se substituíssemos, de forma adequada, esse ponto por um elemento de ligação, o conectivo mais adequado para isso seria:
  • A: 4“Não se trata da simplicidade do projeto perfeito, pois a força do alfabeto como ideia reside na sua virtual imperfeição.”
  • B: “Não se trata da simplicidade do projeto perfeito, porque a força do alfabeto como ideia reside na sua virtual imperfeição.”
  • C: “Não se trata da simplicidade do projeto perfeito, no entanto, a força do alfabeto como ideia reside na sua virtual imperfeição.”
  • D: “Não se trata da simplicidade do projeto perfeito, embora a força do alfabeto como ideia resida na sua virtual imperfeição.”
  • E: “Não se trata da simplicidade do projeto perfeito, caso a força do alfabeto como ideia resida na sua virtual imperfeição.”

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