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Foram encontradas 25035 questões.
Assinale a alternativa em que a concordância verbal e nominal está em conformidade com a norma-padrão da língua.
  • A: As nuances que determinam que uma comunicação não deve ser interpretada literalmente são muito pouco perceptíveis.
  • B: A falta de sucesso em comunicar uma ideia em geral está muito relacionado à capacidade do receptor de decodificar a informação.
  • C: Alguns leitores ficam muito facilmente indignado com informações às quais têm acesso e cujo sentido simplesmente lhes escapam.
  • D: As denominadas ironias nada mais é do que a expressão de uma ideia referindo-se a algo com sentido oposto do que se quer comunicar.
  • E: A capacidade do escritor de levar o leitor a se transformar em coautor de seus pensamentos é revelador de maturidade artística.

Leia o texto para responder à questão.

Atraso secular

A lista de problemas que explicam o fracasso do Brasil é enorme, mas a âncora mais pesada me parece ser a da educação. Sem avanços substanciais aí, tende a zero a chance de o país entrar no clube das nações desenvolvidas.
“O Ponto a que Chegamos”, de Antônio Gois, mostra por que o Brasil vem dando errado. O livro radiografa a evolução da educação no Brasil. Eu sempre soube que nosso atraso na matéria tinha raízes históricas, mas me impressionou a escala em que isso ocorre.
A Prússia determinou a obrigatoriedade do ensino primário no século 18. França, Inglaterra e EUA não demoraram a imitar os alemães. Por aqui, no papel, até que as coisas não pareciam tão ruins. A primeira Constituição brasileira, de 1824, já definia que a instrução primária seria gratuita e aberta a todos. Se isso fosse verdade, seriam só cem anos de atraso. Mas, no mundo real, a disposição constitucional jamais “pegou”.
Em 1900, a proporção de alunos entre 5 e 14 anos matriculados em escolas primárias no Brasil era de ridículos 10%. Nos EUA, essa cifra atingia 94%. Ficávamos atrás de praticamente todos os nossos vizinhos. E nas décadas seguintes a situação mudaria muito pouco. Só universalizamos de fato o ensino primário (fundamental) nos anos 1990. Ainda não obtivemos esse êxito no médio.
Repetência, que quase sempre resulta em abandono, e baixo aproveitamento permanecem problemas crônicos. O financiamento hoje é mais adequado e, aos poucos e de forma desigual, algumas redes vinham avançando na qualidade, até a pandemia. O otimista pode até se regozijar, se considerarmos que foi nos últimos 30 anos que as conquistas se concentraram. O problema é que séculos de atraso não vão embora assim tão facilmente.


(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas. 03.09.2022. Adaptado)

Conforme o texto,
  • A: a distância geográfica dos países desenvolvidos é o principal empecilho à adoção pelo Brasil das melhores práticas educacionais.
  • B: a importância historicamente dada pelo Brasil à garantia do acesso à educação não foi suficiente para tirar o país do atraso.
  • C: o atraso brasileiro tem forte relação com o descaso histórico com a previsão constitucional de acesso ao ensino básico público.
  • D: a conquista da meta de universalização da educação básica leva o Brasil a se aproximar de igual resultado com o ensino médio.
  • E: a situação de países como a Alemanha mostra que a atitude de legislar a obrigatoriedade do ensino não produz os resultados esperados.

Leia o texto para responder à questão.

Atraso secular

A lista de problemas que explicam o fracasso do Brasil é enorme, mas a âncora mais pesada me parece ser a da educação. Sem avanços substanciais aí, tende a zero a chance de o país entrar no clube das nações desenvolvidas.
“O Ponto a que Chegamos”, de Antônio Gois, mostra por que o Brasil vem dando errado. O livro radiografa a evolução da educação no Brasil. Eu sempre soube que nosso atraso na matéria tinha raízes históricas, mas me impressionou a escala em que isso ocorre.
A Prússia determinou a obrigatoriedade do ensino primário no século 18. França, Inglaterra e EUA não demoraram a imitar os alemães. Por aqui, no papel, até que as coisas não pareciam tão ruins. A primeira Constituição brasileira, de 1824, já definia que a instrução primária seria gratuita e aberta a todos. Se isso fosse verdade, seriam só cem anos de atraso. Mas, no mundo real, a disposição constitucional jamais “pegou”.
Em 1900, a proporção de alunos entre 5 e 14 anos matriculados em escolas primárias no Brasil era de ridículos 10%. Nos EUA, essa cifra atingia 94%. Ficávamos atrás de praticamente todos os nossos vizinhos. E nas décadas seguintes a situação mudaria muito pouco. Só universalizamos de fato o ensino primário (fundamental) nos anos 1990. Ainda não obtivemos esse êxito no médio.
Repetência, que quase sempre resulta em abandono, e baixo aproveitamento permanecem problemas crônicos. O financiamento hoje é mais adequado e, aos poucos e de forma desigual, algumas redes vinham avançando na qualidade, até a pandemia. O otimista pode até se regozijar, se considerarmos que foi nos últimos 30 anos que as conquistas se concentraram. O problema é que séculos de atraso não vão embora assim tão facilmente.


(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas. 03.09.2022. Adaptado)

Conforme expressa o autor, em relação à educação,
  • A: a realidade da ausência de ganhos na qualidade em décadas recentes ficou escancarada com a pandemia.
  • B: a solução de problemas persistentes como a repetência e o abandono escolar exige medidas adicionais.
  • C: o abandono e o baixo aproveitamento diminuíram significativamente com as ações das últimas décadas.
  • D: os graves problemas educacionais sugeridos no período da pandemia estão sendo gradativamente superados.
  • E: os avanços que vinham sendo conquistados nas décadas recentes foram interrompidos com a pandemia.

Leia o texto para responder à questão.

Atraso secular

A lista de problemas que explicam o fracasso do Brasil é enorme, mas a âncora mais pesada me parece ser a da educação. Sem avanços substanciais aí, tende a zero a chance de o país entrar no clube das nações desenvolvidas.
“O Ponto a que Chegamos”, de Antônio Gois, mostra por que o Brasil vem dando errado. O livro radiografa a evolução da educação no Brasil. Eu sempre soube que nosso atraso na matéria tinha raízes históricas, mas me impressionou a escala em que isso ocorre.
A Prússia determinou a obrigatoriedade do ensino primário no século 18. França, Inglaterra e EUA não demoraram a imitar os alemães. Por aqui, no papel, até que as coisas não pareciam tão ruins. A primeira Constituição brasileira, de 1824, já definia que a instrução primária seria gratuita e aberta a todos. Se isso fosse verdade, seriam só cem anos de atraso. Mas, no mundo real, a disposição constitucional jamais “pegou”.
Em 1900, a proporção de alunos entre 5 e 14 anos matriculados em escolas primárias no Brasil era de ridículos 10%. Nos EUA, essa cifra atingia 94%. Ficávamos atrás de praticamente todos os nossos vizinhos. E nas décadas seguintes a situação mudaria muito pouco. Só universalizamos de fato o ensino primário (fundamental) nos anos 1990. Ainda não obtivemos esse êxito no médio.
Repetência, que quase sempre resulta em abandono, e baixo aproveitamento permanecem problemas crônicos. O financiamento hoje é mais adequado e, aos poucos e de forma desigual, algumas redes vinham avançando na qualidade, até a pandemia. O otimista pode até se regozijar, se considerarmos que foi nos últimos 30 anos que as conquistas se concentraram. O problema é que séculos de atraso não vão embora assim tão facilmente.


(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas. 03.09.2022. Adaptado)

Na passagem do 3o parágrafo “Se isso fosse verdade, seriam só cem anos de atraso. Mas, no mundo real, a disposição constitucional jamais ‘pegou’”, as conjunções destacadas estabelecem, respectivamente, relações com sentido de
  • A: condição e de oposição.
  • B: proporção e de restrição.
  • C: concessão e de conclusão.
  • D: finalidade e de explicação.
  • E: conformidade e de adição.

Leia o texto para responder à questão.

Atraso secular

A lista de problemas que explicam o fracasso do Brasil é enorme, mas a âncora mais pesada me parece ser a da educação. Sem avanços substanciais aí, tende a zero a chance de o país entrar no clube das nações desenvolvidas.
“O Ponto a que Chegamos”, de Antônio Gois, mostra por que o Brasil vem dando errado. O livro radiografa a evolução da educação no Brasil. Eu sempre soube que nosso atraso na matéria tinha raízes históricas, mas me impressionou a escala em que isso ocorre.
A Prússia determinou a obrigatoriedade do ensino primário no século 18. França, Inglaterra e EUA não demoraram a imitar os alemães. Por aqui, no papel, até que as coisas não pareciam tão ruins. A primeira Constituição brasileira, de 1824, já definia que a instrução primária seria gratuita e aberta a todos. Se isso fosse verdade, seriam só cem anos de atraso. Mas, no mundo real, a disposição constitucional jamais “pegou”.
Em 1900, a proporção de alunos entre 5 e 14 anos matriculados em escolas primárias no Brasil era de ridículos 10%. Nos EUA, essa cifra atingia 94%. Ficávamos atrás de praticamente todos os nossos vizinhos. E nas décadas seguintes a situação mudaria muito pouco. Só universalizamos de fato o ensino primário (fundamental) nos anos 1990. Ainda não obtivemos esse êxito no médio.
Repetência, que quase sempre resulta em abandono, e baixo aproveitamento permanecem problemas crônicos. O financiamento hoje é mais adequado e, aos poucos e de forma desigual, algumas redes vinham avançando na qualidade, até a pandemia. O otimista pode até se regozijar, se considerarmos que foi nos últimos 30 anos que as conquistas se concentraram. O problema é que séculos de atraso não vão embora assim tão facilmente.


(Hélio Schwartsman. https://www1.folha.uol.com.br/colunas. 03.09.2022. Adaptado)

Assinale a alternativa em que, com a inserção das vírgulas, a redação permanece em conformidade com a norma-padrão da língua.
  • A: A Prússia determinou, a obrigatoriedade, do ensino primário no século 18. (1º parágrafo)
  • B: Ficávamos atrás de, praticamente todos, os nossos vizinhos. (4º parágrafo)
  • C: E, nas décadas seguintes, a situação mudaria muito pouco. (4º parágrafo)
  • D: Só universalizamos de fato, o ensino primário, (fundamental) nos anos 1990. (4º parágrafo)
  • E: O problema é que séculos de atraso não vão, embora assim, tão facilmente. (5º parágrafo)

Assinale a alternativa em que a colocação do pronome está em conformidade com a norma-padrão da língua.
  • A: Ainda não se reconheceu que o fracasso na educação traz consequências negativas ao desenvolvimento.
  • B: Tendo tornado-se os primeiros a instituir a obrigatoriedade da educação, os alemães fizeram história.
  • C: Nada mostra-se tão prejudicial a uma nação quanto a falta de investimento em educação pública.
  • D: Atualmente já pode-se dizer que os objetivos para a educação básica foram alcançados no Brasil.
  • E: Jamais imaginou-se que estender o alcance do ensino médio a todos os jovens fosse uma tarefa tão árdua.

Leia o texto para responder à questão.

A imprensa nos tempos de Balzac

Releio “Os jornalistas”, de Honoré de Balzac, ele-mesmo um escritor jornalista a apontar desvios da ética na imprensa de seu tempo. Com estilete do sarcasmo, indicou a prevalência de “lados da notícia”, a duração dos fatos nas páginas e escondimentos propositais. Beliscou a venalidade de articulistas franceses de meados do século 19. As ambições particulares se sobrepunham às carências coletivas; as impressoras se alocavam às conveniências individuais, governos, corporações ideológicas. Mostrou o jesuitismo artificial de colunistas cercados de bajuladores a aplaudi-los. Encenando imparcialidade, curvavam-se aos influentes e poderosos. Altissonantes, fingiam defender grandes causas, mormente as acenadas como modernas, libertárias.

Sobre editores-proprietários-gerentes, Balzac foi ainda mais incisivo. Alinhavam-se ao sistema dominante cujo triunfo lhes interessava. E eram respeitados por temor. Viam na imprensa uma aplicação de capitais cujos juros lhes eram pagos em favores econômicos e autoridade. Quando unida às oposições, tinha consciência de que elas eram aferradas em tomar para si os anseios e necessidades sociais, sem que o cidadão comum lhes desse crédito.

No estilo escrutínio da escola realista, palavras do livro se articulam para escancarar hipocrisias, falsidades. Alegando que os franceses tinham inclinação por tudo que é tedioso, caçoava duma categoria de redatores a chamá-los de “nadólogos”. Eram notários que falavam, falavam e nada diziam. Alcoviteiros da política, negociantes de frases, mostravam-se superiores, promoviam gracejos para admiração de colunistas severos. Mas estes se calavam ao ingressarem no serviço público. Lá se domesticavam a gozarem do silêncio de colegas na espera de convites e cargos.

Irritado com os críticos de arte a não lhe darem sossego, Balzac apontou-lhes o dedo. Pintou-os como vaidosos, incultos, falaciosos que, sem talento para a arte, erguiam muralhas de censura das ideias. Para o autor, a crítica tinha apenas uma serventia: a sobrevivência dos críticos.

Ficção e agudo exame da sociedade se mesclaram na obstinada defesa do bom jornalismo. Escreveu: “Se a imprensa não existisse, seria preciso inventá-la”. São mensagens que instigam raciocínios, convidam à reflexão. Mormente dos que buscam notícias isentas, o jornalismo amigo dos fatos.


(Romildo Sant’Anna. Diário da Região, 05.02.2023. Adaptado)

Quanto ao gênero, os elementos textuais permitem concluir que se trata de
  • A: um editorial jornalístico que faz uma crítica ao livro de Balzac e expõe o ponto de vista discordante do jornal, com o objetivo de persuadir o leitor.
  • B: um manifesto crítico acerca da imparcialidade dos jornalistas no tratamento dos fatos, desde os tempos de Balzac até a atualidade.
  • C: uma carta expressando opinião do leitor, que expõe as mazelas do jornalismo de outros tempos e a parcialidade dos críticos que Balzac denuncia em sua obra.
  • D: uma crônica que, expondo as ideias expressas em um livro de Balzac, suscita reflexões acerca da postura da mídia jornalística no tratamento que dá aos fatos.
  • E: um conto curto narrando a experiência de Balzac com o jornalismo de seu tempo, a qual resultou em uma obra do escritor francês.

Leia o texto para responder à questão.

A imprensa nos tempos de Balzac

Releio “Os jornalistas”, de Honoré de Balzac, ele-mesmo um escritor jornalista a apontar desvios da ética na imprensa de seu tempo. Com estilete do sarcasmo, indicou a prevalência de “lados da notícia”, a duração dos fatos nas páginas e escondimentos propositais. Beliscou a venalidade de articulistas franceses de meados do século 19. As ambições particulares se sobrepunham às carências coletivas; as impressoras se alocavam às conveniências individuais, governos, corporações ideológicas. Mostrou o jesuitismo artificial de colunistas cercados de bajuladores a aplaudi-los. Encenando imparcialidade, curvavam-se aos influentes e poderosos. Altissonantes, fingiam defender grandes causas, mormente as acenadas como modernas, libertárias.

Sobre editores-proprietários-gerentes, Balzac foi ainda mais incisivo. Alinhavam-se ao sistema dominante cujo triunfo lhes interessava. E eram respeitados por temor. Viam na imprensa uma aplicação de capitais cujos juros lhes eram pagos em favores econômicos e autoridade. Quando unida às oposições, tinha consciência de que elas eram aferradas em tomar para si os anseios e necessidades sociais, sem que o cidadão comum lhes desse crédito.

No estilo escrutínio da escola realista, palavras do livro se articulam para escancarar hipocrisias, falsidades. Alegando que os franceses tinham inclinação por tudo que é tedioso, caçoava duma categoria de redatores a chamá-los de “nadólogos”. Eram notários que falavam, falavam e nada diziam. Alcoviteiros da política, negociantes de frases, mostravam-se superiores, promoviam gracejos para admiração de colunistas severos. Mas estes se calavam ao ingressarem no serviço público. Lá se domesticavam a gozarem do silêncio de colegas na espera de convites e cargos.

Irritado com os críticos de arte a não lhe darem sossego, Balzac apontou-lhes o dedo. Pintou-os como vaidosos, incultos, falaciosos que, sem talento para a arte, erguiam muralhas de censura das ideias. Para o autor, a crítica tinha apenas uma serventia: a sobrevivência dos críticos.

Ficção e agudo exame da sociedade se mesclaram na obstinada defesa do bom jornalismo. Escreveu: “Se a imprensa não existisse, seria preciso inventá-la”. São mensagens que instigam raciocínios, convidam à reflexão. Mormente dos que buscam notícias isentas, o jornalismo amigo dos fatos.


(Romildo Sant’Anna. Diário da Região, 05.02.2023. Adaptado)

Quanto à tipologia textual, é correto afirmar que se trata de um texto
  • A: narrativo, pois há presença de um personagem histórico envolvido nas ações narradas.
  • B: expositivo, pois há predominância da apresentação de temas abordados por Balzac.
  • C: dissertativo, pois há predominância da exposição de teses e sua discussão.
  • D: injuntivo, pois há abordagem das ações de Balzac e os temas de seu livro.
  • E: dissertativo-descritivo, pois há tanto exposição de teses quanto descrição de personagens.

Leia o texto para responder à questão.

A imprensa nos tempos de Balzac

Releio “Os jornalistas”, de Honoré de Balzac, ele-mesmo um escritor jornalista a apontar desvios da ética na imprensa de seu tempo. Com estilete do sarcasmo, indicou a prevalência de “lados da notícia”, a duração dos fatos nas páginas e escondimentos propositais. Beliscou a venalidade de articulistas franceses de meados do século 19. As ambições particulares se sobrepunham às carências coletivas; as impressoras se alocavam às conveniências individuais, governos, corporações ideológicas. Mostrou o jesuitismo artificial de colunistas cercados de bajuladores a aplaudi-los. Encenando imparcialidade, curvavam-se aos influentes e poderosos. Altissonantes, fingiam defender grandes causas, mormente as acenadas como modernas, libertárias.

Sobre editores-proprietários-gerentes, Balzac foi ainda mais incisivo. Alinhavam-se ao sistema dominante cujo triunfo lhes interessava. E eram respeitados por temor. Viam na imprensa uma aplicação de capitais cujos juros lhes eram pagos em favores econômicos e autoridade. Quando unida às oposições, tinha consciência de que elas eram aferradas em tomar para si os anseios e necessidades sociais, sem que o cidadão comum lhes desse crédito.

No estilo escrutínio da escola realista, palavras do livro se articulam para escancarar hipocrisias, falsidades. Alegando que os franceses tinham inclinação por tudo que é tedioso, caçoava duma categoria de redatores a chamá-los de “nadólogos”. Eram notários que falavam, falavam e nada diziam. Alcoviteiros da política, negociantes de frases, mostravam-se superiores, promoviam gracejos para admiração de colunistas severos. Mas estes se calavam ao ingressarem no serviço público. Lá se domesticavam a gozarem do silêncio de colegas na espera de convites e cargos.

Irritado com os críticos de arte a não lhe darem sossego, Balzac apontou-lhes o dedo. Pintou-os como vaidosos, incultos, falaciosos que, sem talento para a arte, erguiam muralhas de censura das ideias. Para o autor, a crítica tinha apenas uma serventia: a sobrevivência dos críticos.

Ficção e agudo exame da sociedade se mesclaram na obstinada defesa do bom jornalismo. Escreveu: “Se a imprensa não existisse, seria preciso inventá-la”. São mensagens que instigam raciocínios, convidam à reflexão. Mormente dos que buscam notícias isentas, o jornalismo amigo dos fatos.

(Romildo Sant’Anna. Diário da Região, 05.02.2023. Adaptado)

No segundo parágrafo, identificam-se mecanismos de referenciação textual expressando as noções de reflexividade e pertencimento, respectivamente, nas expressões destacadas em
  • A: Alinhavam-se ao sistema dominante cujo triunfo lhes interessava.
  • B: ... sistema dominante cujo triunfo lhes interessava. (...) Viam na imprensa uma aplicação de capitais cujos juros lhes eram pagos...
  • C: ... elas eram aferradas em tomar para si os anseios e necessidades sociais.
  • D: ... aferradas em tomar para si os anseios e necessidades sociais, sem que o cidadão comum lhes desse crédito.
  • E: Viam na imprensa uma aplicação de capitais cujos juros lhes eram pagos em favores econômicos...

A alternativa que reescreve passagem do texto e preserva seu sentido com o emprego das palavras destacadas é:
  • A: Com estilete do deboche, indicou a preconização de “lados da notícia”, a duração dos fatos nas páginas e escondimentos propositais. (1° parágrafo)
  • B: Beliscou a leviandade de articulistas franceses de meados do século 19. As ambições particulares se anteciparam às carências coletivas ... (1° parágrafo)
  • C: No estilo analítico da escola realista, palavras do livro se articulam para escancarar dissimulações, falsidades. (3° parágrafo)
  • D: Mas estes se calavam ao ingressarem no serviço público. Lá se acomodavam a zombarem do silêncio de colegas na espera de convites e cargos. (3° parágrafo)
  • E: Pintou-os como vaidosos, incultos, falastrões que, sem talento para a arte, erguiam barreiras de censura das ideias. (4° parágrafo)

Exibindo de 4991 até 5000 de 25035 questões.