Questões de Português para Concursos

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Assinale a frase a seguir gramaticalmente correta.
  • A: A aula começaria ao meio-dia e meio.
  • B: O restaurante fazia entregas a domicílio.
  • C: Os turistas dispenderam grandes quantias na loja.
  • D: Entre mim e ti não deve haver segredos.
  • E: O museu, sito á rua do Ouvidor, estava fechado

Assinale a frase a seguir em que a dupla possibilidade de construção proposta é errada.
  • A: Chegou / chegaram 1 milhão de doses de vacinas.
  • B: Um milhão de pessoas foi / foram à passeata.
  • C: A peça apresentava personagens novos / novas.
  • D: Os egípcios utilizavam hieróglifos / hieroglifos.
  • E: Ficou bêbedo / bêbado após a festa.

Observe a seguinte frase humorística:
“Era um deputado conservador. Seu único programa político era conservar sua cadeira na Câmara.”
O humor é obtido, em muitos casos, pelo inesperado de algo; no caso dessa frase, o inesperado está
  • A: no fato de o programa do político não ter mais de um tópico.
  • B: na atribuição de um sentido diferente ao termo conservador.
  • C: na informação de que os conservadores nada fazem de útil.
  • D: na circunstância de alguns políticos não terem programas.
  • E: na referência a um parlamento antigo, em função da presença do termo cadeira.

Muitas vezes, na escrita, substantivamos algumas palavras; assinale a frase a seguir em que não ocorre nenhuma substantivação.
  • A: Há nas mudanças certo alívio, ainda que seja para pior.
  • B: Há apenas um dever: o de sermos felizes.
  • C: A felicidade é um agora sem nenhuma pressa.
  • D: Felicidade é um como, não um quê.
  • E: O confiar nos outros tem seus riscos

“Felicidade vem da capacidade de sentir profundamente, desfrutar com simplicidade, pensar com liberdade, arriscar e ser necessário.” (Storm Jameson)

Sobre os componentes dessa frase, assinale a afirmativa correta.
  • A: Os termos mostram paralelismo sintático.
  • B: A locução com simplicidade poderia ser substituída por simplificadamente.
  • C: A locução com liberdade poderia ser substituída por libertariamente.
  • D: Após o termo capacidade, todos os segmentos servem de complemento desse termo.
  • E: O advérbio profundamente pode ser substituído pela locução com profundismo.

Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A missão era simples. Ir ao supermercado do Amaro Branco, um bairro popular aqui de Olinda, onde o açougueiro e o responsável pelas verduras ficam discutindo a plenos pulmões sobre a rodada do campeonato estadual ou lamentando as apostas que fizeram pela internet, do campeonato europeu. Eu iria comprar frutas e uma lista pequena de coisas, além da minha indefectível água mineral com gás. Compras estando feitas, botei a mão no bolso, o cartão ficou em casa. Aceitam “pix”? Ainda estamos resolvendo isso, respondeu o gerente, com uma cara de cansado já de manhã. Desci o restante da ladeira sem nada, fui alugar uma bicicleta para ir a um supermercado mais distante, mas só havia uma bicicleta, que não funcionava.

Já eram 10h20 da manhã e tudo tinha dado errado. O dia começou a mudar quando passei defronte à Maternidade do Tricentenário, a única pública da cidade. É impossível você passar pela frente e não ter imagens de mulheres grávidas, famílias preocupadas com o que está por acontecer. Mas o que me chamou a atenção foi um homem, que estava sentado num banquinho de praça, que fica numa das poucas áreas com árvores no entorno, ao lado de uma farmácia. Era o famoso “galego”, como chamamos aqui em Pernambuco. Branco, meio obeso, uns 35 anos, o rosto estava vermelho e suava como se fosse ter um infarto. Estava sozinho.

Imediatamente reduzi o passo, andei uns três metros e parei, para ver o que estava acontecendo. Sou de uma curiosidade canina. Poucos segundos depois, sai de dentro do hospital uma mulher, que julgo ser sua irmã. Vem apressada, chorando, e começa a falar bem alto, olhando para o meu amigo: “Mago, acabou de nascer. Ela é a tua cara, Mago, é a tua cara!” Nesse instante, o homem cai num choro convulso. Abraça sua irmã, e chora profundamente. Fui tomado por uma emoção profunda, também comecei a chorar, como se o galego fosse um parente. Fazia tempo que não via um homem chorar. Aliás, o choro parece que ficou uma coisa meio clandestina. É difícil ver gente triste na internet.

(LIMA, Samarone. Nascimentos. Disponível em: www.revistacontinente.com.br. Adaptado)

De acordo com o texto,
  • A: o pai da criança recém-nascida e o narrador são parentes.
  • B: a missão era simples por se tratar de uma atividade esporádica.
  • C: as pessoas têm evitado demonstrar emoções pesarosas na internet.
  • D: o pagamento foi realizado em dinheiro por não se aceitar “pix”.
  • E: o homem com pele clara e rosto vermelho era famoso no bairro.

Para responder à questão, considere o texto abaixo.

A missão era simples. Ir ao supermercado do Amaro Branco, um bairro popular aqui de Olinda, onde o açougueiro e o responsável pelas verduras ficam discutindo a plenos pulmões sobre a rodada do campeonato estadual ou lamentando as apostas que fizeram pela internet, do campeonato europeu. Eu iria comprar frutas e uma lista pequena de coisas, além da minha indefectível água mineral com gás. Compras estando feitas, botei a mão no bolso, o cartão ficou em casa. Aceitam “pix”? Ainda estamos resolvendo isso, respondeu o gerente, com uma cara de cansado já de manhã. Desci o restante da ladeira sem nada, fui alugar uma bicicleta para ir a um supermercado mais distante, mas só havia uma bicicleta, que não funcionava.

Já eram 10h20 da manhã e tudo tinha dado errado. O dia começou a mudar quando passei defronte à Maternidade do Tricentenário, a única pública da cidade. É impossível você passar pela frente e não ter imagens de mulheres grávidas, famílias preocupadas com o que está por acontecer. Mas o que me chamou a atenção foi um homem, que estava sentado num banquinho de praça, que fica numa das poucas áreas com árvores no entorno, ao lado de uma farmácia. Era o famoso “galego”, como chamamos aqui em Pernambuco. Branco, meio obeso, uns 35 anos, o rosto estava vermelho e suava como se fosse ter um infarto. Estava sozinho.

Imediatamente reduzi o passo, andei uns três metros e parei, para ver o que estava acontecendo. Sou de uma curiosidade canina. Poucos segundos depois, sai de dentro do hospital uma mulher, que julgo ser sua irmã. Vem apressada, chorando, e começa a falar bem alto, olhando para o meu amigo: “Mago, acabou de nascer. Ela é a tua cara, Mago, é a tua cara!” Nesse instante, o homem cai num choro convulso. Abraça sua irmã, e chora profundamente. Fui tomado por uma emoção profunda, também comecei a chorar, como se o galego fosse um parente. Fazia tempo que não via um homem chorar. Aliás, o choro parece que ficou uma coisa meio clandestina. É difícil ver gente triste na internet.

(LIMA, Samarone. Nascimentos. Disponível em: www.revistacontinente.com.br. Adaptado)

Eu iria comprar frutas e uma lista pequena de coisas, além da minha indefectível água mineral com gás.
O termo grifado no trecho acima pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por:
  • A: insossa
  • B: insípida
  • C: inacessível
  • D: invicta
  • E: infalível

Poucos segundos depois, sai de dentro do hospital uma mulher, que julgo ser sua irmã.
O mesmo tipo de figura de linguagem presente no trecho destacado ocorre em:
  • A: Preferia os caminhos difíceis aos fáceis.
  • B: Ele era o principal protagonista da história.
  • C: Aquela atriz não sei de quem você está falando.
  • D: A gente ficou chocado com o que aconteceu ontem.
  • E: Muito valorizadas são as manifestações culturais brasileiras no exterior.

Leia com atenção as seguintes afirmações.
I. Em A missão era simples, o termo grifado expressa uma característica do sujeito.
II. Em fui alugar uma bicicleta para ir a um supermercado mais distante, o trecho em destaque expressa ideia de finalidade.
III. Em Fui tomado por uma emoção profunda, o trecho sublinhado introduz ideia de causa.

Está correto o que se afirma APENAS em
  • A: III.
  • B: I.
  • C: II.
  • D: I e II.
  • E: II e III.

O termo “que” está empregado como “conjunção” em:
  • A: Mas o que me chamou a atenção foi um homem.
  • B: lamentando as apostas que fizeram pela internet.
  • C: Fazia tempo que não via um homem chorar.
  • D: para ver o que estava acontecendo.
  • E: sai de dentro do hospital uma mulher, que julgo ser sua irmã.

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