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Assinale a alternativa em que, na frase escrita a partir do texto, as vírgulas estão corretamente empregadas, segundo a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A: Com o teto salarial atual, segundo o reitor da Unicamp a excelência das universidades públicas, está comprometida.
  • B: O valor pago para o topo da carreira, dificulta por exemplo que, se possam atrair novos talentos para as universidades.
  • C: A isonomia salarial, segundo a qual não pode haver diferenças nos salários pagos aos professores, precisa ser superada.
  • D: Considere-se que diferentemente do que ocorria em, décadas passadas, as universidades públicas já sofrem concorrência.
  • E: A pesquisa, apesar de tudo ainda continua sendo, o que distingue as instituições públicas das universidades privadas.



Universidades adotam vestibulares
 específicos para alunos indígenas
      Na fronteira do Brasil com o Peru, o município de Mâncio Lima (AC) homenageia com seu nome o coronel que, no início do século 20, colonizou os índios puyanawa, explorou sua força de trabalho e proibiu suas manifestações culturais.
      Quase cem anos depois, o puyanawa Jósimo Constant leva a cultura de sua etnia para a cidade que abriga o centro do poder. Formado em antropologia pela Universidade de Brasília (UnB), está no mestrado em direitos humanos e já foi aprovado em um doutorado – tudo isso sem abrir mão dos adereços e costumes tradicionais de seu povo.
      Constant é um dos estudantes aprovados pelo vestibular indígena da UnB, que, em 2004, foi uma das primeiras a implementar um processo específico para selecionar alunos indígenas. Desde então, o modelo já foi aplicado em pelo menos sete instituições federais do país, além das universidades estaduais do Paraná. E a lista deve aumentar, já que a Unicamp propôs implementar um processo seletivo do mesmo tipo, proposta que deverá ser votada ainda este ano.
(Angela Pinho. Folha de S.Paulo. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/09/1917029- universidades-adotam-vestibular-especifico-para-alunos-indigenas.shtml. Publicado em 09.09.2017. Adaptado)



Segundo o texto,
  • A: as universidades estaduais também deveriam adotar processos seletivos específicos para indígenas.
  • B: o nome do município de origem indígena Constant é uma justa homenagem ao colonizador dos puyanawa.
  • C: o exame de seleção específico para indígenas, com o tempo, pode levar à perda gradativa da identidade desses povos.
  • D: a política de acesso dos indígenas apenas aos cursos de graduação precisa ser revista pelas universidades.
  • E: o processo seletivo específico para alunos indígenas tem ganhado apoio também de instituições estaduais de ensino.

A passagem do texto que apresenta relação com sentido de causa e consequência é:
  • A: ... homenageia com seu nome o coronel que, no início do século 20, colonizou os índios puyanawa...
  • B: Quase cem anos depois, o puyanawa Jósimo Constant leva a cultura de sua etnia para a cidade que abriga o centro do poder.
  • C: Formado em antropologia pela Universidade de Brasília, está no mestrado em direitos humanos e já foi aprovado em um doutorado...
  • D: Desde então, o modelo já foi aplicado em pelo menos sete instituições federais do país.
  • E: E a lista deve aumentar, já que a Unicamp propôs implementar um processo seletivo do mesmo tipo...

Considere os seguintes trechos do texto:
• Constant é um dos estudantes aprovados pelo vestibular indígena da universidade, que, em 2004, foi uma das primeiras...
• ... a Unicamp propôs implementar um processo seletivo do mesmo tipo, proposta que deverá ser votada ainda este ano.
Assinale a alternativa que substitui, correta e respectivamente, os termos destacados nos trechos.
  • A: universidade, a qual, em 2004 / proposta a qual deverá
  • B: universidade, na qual, em 2004 / proposta da qual deverá
  • C: universidade, onde, em 2004 / proposta cuja deverá
  • D: universidade, onde, em 2004 / proposta onde deverá
  • E: universidade, da qual, em 2004 / proposta a qual deverá

Considere o trecho a seguir, escrito a partir das informações do texto.
Algumas medidas já adotadas talvez não sejam ___________ , pois ainda __________ muitos grupos sociais que precisam ser alcançados por uma educação de qualidade. No caso dos índios, para os quais já _________ diversas instituições federais com processo seletivo específico, a oferta de vagas exclusivas ainda tende a ser _________ .
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto, conforme a norma-padrão da língua portuguesa.
  • A: suficiente ... existem ... havia ... ampliadas
  • B: suficientes ... existem ... havia ... ampliada
  • C: suficiente ... existe ... havia ... ampliada
  • D: suficientes ... existe ... haviam ... ampliada
  • E: suficientes ... existem ... haviam ... ampliadas



    Fascínio
      De todos aqueles ratos de cinemateca que formaram a Nova Onda do cinema francês no final dos anos 60, só Truffaut ficou. Eu sei que os outros continuam aí, fazendo boas coisas, mas só de Truffaut pode-se dizer que se estabeleceu no ramo do cinema. A noite americana mostra o porquê. Truffaut nunca pretendeu do cinema nada além do cinema. O mais admirável em A noite americana é a sua contenção, a sua extrema economia de propósitos. Outro diretor teria aproveitado a oportunidade — um filme sobre a feitura de um filme — para armar um jogo intelectual qualquer, um truque de espelhos, a fantasia e a realidade, a arte e a vida, e olhem só como eu sou engenhoso. Truffaut, não. Faz um filme convencional sobre Truffaut fazendo um filme convencional. Mas Truffaut faz grandes filmes convencionais.
       Não é que ele seja superficial. Fellini também é um superficial e substitui as ideias pelo barroquismo de imagem. Está certo, a imagem inteligente é uma das formas que o cinema tem de ser profundo. Truffaut não se interessa em ser profundo. A primeira mágica do cinema, o fato do cinema em si, já basta como fascínio. Nada de muito extraordinário acontece em A noite americana, e a grande homenagem de Truffaut ao cinema é transformar o fato corriqueiro de um filme sendo feito num espetáculo extraordinário. Truffaut, como todos da sua geração, começou no cinema pelo deslumbramento. A diferença entre ele e o resto é que ele continua deslumbrado. Durante as quase duas horas de A Noite americana, o cinema reina e nos emociona.
      Profundamente. E Truffaut está tão comovido quanto a gente.
(Luis Fernando Verissimo. Banquete com os deuses: cinema, literatura, música e outras artes. Rio de Janeiro, Objetiva, 2011. Adaptado)



Segundo o autor, uma das características marcantes do estilo de Truffaut diz respeito ao fato de o cineasta
  • A: dissociar-se afetivamente do processo de criação artística.
  • B: desenvolver tramas sem paralelo com a experiência real.
  • C: fundir realidade e fantasia para criar imagens inusitadas.
  • D: enfocar num só filme um grande número de assuntos.
  • E: evitar a atitude pretensiosa durante o processo criativo.



Considerando o papel que a mídia ocupa na política contemporânea, somos obrigados a perguntar: em que espécie de democracia estamos pensando quando desejamos que nossa sociedade seja democrática? Permitam que eu comece contrapondo duas concepções diferentes de democracia. Uma delas considera que uma sociedade democrática é aquela em que o povo dispõe de condições de participar de maneira significativa na condução de seus assuntos pessoais e na qual os canais de informação são acessíveis e livres. Se você consultar no dicionário o verbete “democracia”, encontrará uma definição parecida com essa.
      Outra concepção de democracia é aquela que considera que o povo deve ser impedido de conduzir seus assuntos pessoais e os canais de informação devem ser estreita e rigidamente controlados. Esta pode parecer uma concepção estranha de democracia, mas é importante entender que ela é a concepção predominante. Vou dizer algumas palavras sobre essa noção de democracia.
      Consideremos a primeira operação de propaganda governamental de nossa era, que aconteceu no governo de Woodrow Wilson, eleito presidente dos Estados Unidos em 1916, bem na metade da Primeira Guerra Mundial. A população estava extremamente pacifista e não via motivo algum que justificasse o envolvimento numa guerra europeia. O governo Wilson estava, na verdade, comprometido com a guerra e tinha de fazer alguma coisa a respeito disso. Foi constituída uma comissão de propaganda governamental, a Comissão Creel, que conseguiu, em seis meses, transformar uma população pacifista numa população que queria destruir tudo o que fosse alemão, entrar na guerra e salvar o mundo.
      Entre os que participaram ativa e entusiasticamente na campanha liderada por Wilson estavam intelectuais progressistas, que lançaram mão dos instrumentos mais diversos para conduzir à guerra uma população relutante, por meio do terror e da indução a um fanatismo xenófobo. Inventaram, por exemplo, que os hunos cometiam uma série de atrocidades, como arrancar os braços de bebês belgas, e toda sorte de fatos horripilantes que ainda podem ser encontrados em alguns livros de história.
(Noam Chomsky. Mídia: propaganda política e manipulação. Trad. Fernando Santos. São Paulo, Martins Fontes, 2013. Adaptado)



Segundo o autor, a concepção de democracia que predomina na prática
  • A: nasceu com a iniciativa de intelectuais de oposição engajados com causas populares.
  • B: é uma negação da participação crítica e consciente do povo em questões políticas.
  • C: favorece a população, incapaz de conduzir com sabedoria seus assuntos pessoais.
  • D: foi construída a partir da submissão dos interesses do governo à vontade popular.
  • E: prescinde da mídia para manter a opinião pública sob o controle dos governantes.



Considerando o papel que a mídia ocupa na política contemporânea, somos obrigados a perguntar: em que espécie de democracia estamos pensando quando desejamos que nossa sociedade seja democrática? Permitam que eu comece contrapondo duas concepções diferentes de democracia. Uma delas considera que uma sociedade democrática é aquela em que o povo dispõe de condições de participar de maneira significativa na condução de seus assuntos pessoais e na qual os canais de informação são acessíveis e livres. Se você consultar no dicionário o verbete “democracia”, encontrará uma definição parecida com essa.
      Outra concepção de democracia é aquela que considera que o povo deve ser impedido de conduzir seus assuntos pessoais e os canais de informação devem ser estreita e rigidamente controlados. Esta pode parecer uma concepção estranha de democracia, mas é importante entender que ela é a concepção predominante. Vou dizer algumas palavras sobre essa noção de democracia.
      Consideremos a primeira operação de propaganda governamental de nossa era, que aconteceu no governo de Woodrow Wilson, eleito presidente dos Estados Unidos em 1916, bem na metade da Primeira Guerra Mundial. A população estava extremamente pacifista e não via motivo algum que justificasse o envolvimento numa guerra europeia. O governo Wilson estava, na verdade, comprometido com a guerra e tinha de fazer alguma coisa a respeito disso. Foi constituída uma comissão de propaganda governamental, a Comissão Creel, que conseguiu, em seis meses, transformar uma população pacifista numa população que queria destruir tudo o que fosse alemão, entrar na guerra e salvar o mundo.
      Entre os que participaram ativa e entusiasticamente na campanha liderada por Wilson estavam intelectuais progressistas, que lançaram mão dos instrumentos mais diversos para conduzir à guerra uma população relutante, por meio do terror e da indução a um fanatismo xenófobo. Inventaram, por exemplo, que os hunos cometiam uma série de atrocidades, como arrancar os braços de bebês belgas, e toda sorte de fatos horripilantes que ainda podem ser encontrados em alguns livros de história.
(Noam Chomsky. Mídia: propaganda política e manipulação. Trad. Fernando Santos. São Paulo, Martins Fontes, 2013. Adaptado)



A expressão “fanatismo xenófobo”, no contexto do último parágrafo, refere-se
  • A: à adesão irrefletida da população ao discurso de intolerância que favoreceu a entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial.
  • B: ao interesse do governo dos Estados Unidos em despertar no povo uma consciência política afinada com ideais antibelicistas.
  • C: ao esforço de intelectuais progressistas em explicar a situação de guerra contrapondo as vantagens e as desvantagens do conflito armado.
  • D: à despreocupação da sociedade norte-americana em face da ameaça representada por estrangeiros que se opunham politicamente aos EUA.
  • E: ao sentimento de reprovação que a população estadunidense demonstrou ao projeto de seu presidente apoiar uma guerra europeia.



  Considerando o papel que a mídia ocupa na política contemporânea, somos obrigados a perguntar: em que espécie de democracia estamos pensando quando desejamos que nossa sociedade seja democrática? Permitam que eu comece contrapondo duas concepções diferentes de democracia. Uma delas considera que uma sociedade democrática é aquela em que o povo dispõe de condições de participar de maneira significativa na condução de seus assuntos pessoais e na qual os canais de informação são acessíveis e livres. Se você consultar no dicionário o verbete “democracia”, encontrará uma definição parecida com essa.
      Outra concepção de democracia é aquela que considera que o povo deve ser impedido de conduzir seus assuntos pessoais e os canais de informação devem ser estreita e rigidamente controlados. Esta pode parecer uma concepção estranha de democracia, mas é importante entender que ela é a concepção predominante. Vou dizer algumas palavras sobre essa noção de democracia.
      Consideremos a primeira operação de propaganda governamental de nossa era, que aconteceu no governo de Woodrow Wilson, eleito presidente dos Estados Unidos em 1916, bem na metade da Primeira Guerra Mundial. A população estava extremamente pacifista e não via motivo algum que justificasse o envolvimento numa guerra europeia. O governo Wilson estava, na verdade, comprometido com a guerra e tinha de fazer alguma coisa a respeito disso. Foi constituída uma comissão de propaganda governamental, a Comissão Creel, que conseguiu, em seis meses, transformar uma população pacifista numa população que queria destruir tudo o que fosse alemão, entrar na guerra e salvar o mundo.
      Entre os que participaram ativa e entusiasticamente na campanha liderada por Wilson estavam intelectuais progressistas, que lançaram mão dos instrumentos mais diversos para conduzir à guerra uma população relutante, por meio do terror e da indução a um fanatismo xenófobo. Inventaram, por exemplo, que os hunos cometiam uma série de atrocidades, como arrancar os braços de bebês belgas, e toda sorte de fatos horripilantes que ainda podem ser encontrados em alguns livros de história.
(Noam Chomsky. Mídia: propaganda política e manipulação. Trad. Fernando Santos. São Paulo, Martins Fontes, 2013. Adaptado)



O acréscimo da vírgula mantém correto o seguinte trecho do texto:
  • A: … em que espécie de democracia estamos pensando, quando desejamos que nossa sociedade seja democrática? (1° parágrafo)
  • B: Permitam que eu comece contrapondo, duas concepções diferentes de democracia. (1° parágrafo)
  • C: Se você consultar no dicionário, o verbete “democracia”, encontrará uma definição parecida com essa. (1 parágrafo)
  • D: A população estava extremamente pacifista e não via motivo algum que justificasse, o envolvimento numa guerra europeia. (3° parágrafo)
  • E: Entre os que participaram ativa e entusiasticamente, na campanha liderada por Wilson estavam intelectuais progressistas… (4° parágrafo)



 Considerando o papel que a mídia ocupa na política contemporânea, somos obrigados a perguntar: em que espécie de democracia estamos pensando quando desejamos que nossa sociedade seja democrática? Permitam que eu comece contrapondo duas concepções diferentes de democracia. Uma delas considera que uma sociedade democrática é aquela em que o povo dispõe de condições de participar de maneira significativa na condução de seus assuntos pessoais e na qual os canais de informação são acessíveis e livres. Se você consultar no dicionário o verbete “democracia”, encontrará uma definição parecida com essa.
      Outra concepção de democracia é aquela que considera que o povo deve ser impedido de conduzir seus assuntos pessoais e os canais de informação devem ser estreita e rigidamente controlados. Esta pode parecer uma concepção estranha de democracia, mas é importante entender que ela é a concepção predominante. Vou dizer algumas palavras sobre essa noção de democracia.
      Consideremos a primeira operação de propaganda governamental de nossa era, que aconteceu no governo de Woodrow Wilson, eleito presidente dos Estados Unidos em 1916, bem na metade da Primeira Guerra Mundial. A população estava extremamente pacifista e não via motivo algum que justificasse o envolvimento numa guerra europeia. O governo Wilson estava, na verdade, comprometido com a guerra e tinha de fazer alguma coisa a respeito disso. Foi constituída uma comissão de propaganda governamental, a Comissão Creel, que conseguiu, em seis meses, transformar uma população pacifista numa população que queria destruir tudo o que fosse alemão, entrar na guerra e salvar o mundo.
      Entre os que participaram ativa e entusiasticamente na campanha liderada por Wilson estavam intelectuais progressistas, que lançaram mão dos instrumentos mais diversos para conduzir à guerra uma população relutante, por meio do terror e da indução a um fanatismo xenófobo. Inventaram, por exemplo, que os hunos cometiam uma série de atrocidades, como arrancar os braços de bebês belgas, e toda sorte de fatos horripilantes que ainda podem ser encontrados em alguns livros de história.
(Noam Chomsky. Mídia: propaganda política e manipulação. Trad. Fernando Santos. São Paulo, Martins Fontes, 2013. Adaptado)



Assinale a alternativa em que o trecho do texto está reescrito em conformidade com a norma-padrão da língua, tendo-se a expressão destacada substituída pelo pronome correspondente.
  • A: Permitam que eu comece contrapondo duas concepções diferentes de democracia. (1° parágrafo) → Permitam que eu comece contrapondo-nas.
  • B: Se você consultar no dicionário o verbete “democracia”… (1° parágrafo) → Se você lhe consultar no dicionário…
  • C: … o povo deve ser impedido de conduzir seus assuntos pessoais… (2° parágrafo) → … o povo deve ser impedido de conduzir-nos…
  • D: … motivo algum que justificasse o envolvimento numa guerra europeia. (3° parágrafo) → … motivo algum que o justificasse.
  • E: … lançaram mão dos instrumentos mais diversos para conduzir à guerra uma população relutante… (4° parágrafo) → … lançaram mão dos instrumentos mais diversos para lhe conduzir à guerra…

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