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Os benefícios do câncer de pulmão
A Philip Morris, uma companhia de tabaco, tem ampla atuação na República Tcheca, onde o tabagismo continua popular e socialmente aceitável. Preocupado com os crescentes custos dos cuidados médicos em consequência do fumo, o governo tcheco pensou, recentemente, em aumentar a taxação sobre o cigarro. Na esperança de conter o aumento dos impostos, a Philip Morris encomendou uma análise do custo-benefício dos efeitos do tabagismo no orçamento do país. O estudo descobriu que o governo efetivamente lucra mais do que perde com o consumo de cigarros pela população. O motivo: embora os fumantes, em vida, imponham altos custos médicos ao orçamento, eles morrem cedo e, assim, poupam o governo de consideráveis somas em tratamento de saúde, pensões e abrigo para idosos. De acordo com o estudo, uma vez levados em conta os "efeitos positivos" do tabagismo – incluindo a receita com os impostos e a economia com a morte prematura dos fumantes - , o lucro líquido para o tesouro é de 147 milhões de dólares por ano.
(SANDEL,Michael J. Justiça – o que é fazer a coisa certa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013, p.56.)
O segmento "Preocupado com os crescentes custos dos cuidados médicos em consequência ao fumo" em relação ao seguinte – "o governo tcheco pensou, recentemente, em aumentar a taxação sobre o cigarro" – exprime uma ideia de
  • A: causa
  • B: condição
  • C: finalidade
  • D: consequência
  • E: possibilidade



LIVROS
Tropeçavas nos astros desastrada

Quase não tínhamos livros em casa

E a cidade não tinha livraria

Mas os livros que em nossa vida entraram

São como a radiação de um corpo negro

Apontando pra expansão do Universo

Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso

(E, sem dúvida, sobretudo o verso)

É o que pode lançar mundos no mundo.

 

(https://www.letras.mus.br/caetano-veloso, acessado em 09.11.2018)



Assinale a alternativa correta quanto ao sentido da canção.
  • A: A falta de livros na casa e na cidade contribuiu para que a família do eu lírico não tivesse uma cultura aprimorada
  • B: Frases, enredos e conceitos, próprios do universo livresco, são mais eficazes que o verso para aperfeiçoar os limites do leitor.
  • C: O eu lírico afirma que a família não adquiriu conhecimento livresco porque não tinha experiência com o universo da leitura.
  • D: Uma espécie de escuridão sem fim tomou conta da vida do eu lírico porque faltavam livros na família e na cidade.
  • E: Os poucos livros de que o eu lírico dispunha em casa foram suficientes para expandir sua visão de mundo.

Ao contrário do que comumente se acredita, o desempenho dos países em desenvolvimento no período em que o estado dominou o desenvolvimento foi superior ao que eles alcançaram durante o período subsequente de reforma voltada para o mercado. Houve alguns fracassos grandiosos da intervenção estatal, mas quase todos esses países cresceram muito mais rápido, com uma distribuição de renda mais equitativa e com um número bem menor de crises financeiras, durante os "maus dias do passado" do que o fizeram no período das reformas voltadas para o mercado. Além disso, também não é verdade que quase todos os países ricos tenham ficado ricos por meio de políticas de livre mercado. A verdade é mais ou menos o oposto. Com apenas algumas exceções, todos os países ricos de hoje, entre eles a Grã-Bretanha e os Estados Unidos – os supostos lares do livre comércio e do livre mercado – ficaram ricos por meio da combinação do protecionismo, subsídios e outras políticas que hoje eles aconselham os países em desenvolvimento a não adotar. As políticas de livre mercado tornaram poucos países ricos até agora e poucos ficarão ricos por causa dela no futuro.
(CHANG. Ha-Joo. 23 coisas que não nos contaram sobre o capitalismo. São Paulo: Cultrix, 2013, p.100.)
Assinale o único comentário correto a respeito da frase final do texto: "As políticas de livre mercado tornaram poucos países ricos até agora e poucos ficarão ricos por causa dela no futuro."
  • A: No lugar de "e", deveria ter sido usada a palavra "mas".
  • B: A expressão "até agora" teria de aparecer no início da frase.
  • C: O emprego da palavra "dela" está prejudicado, pois lhe falta a referência precisa.
  • D: Faltou explicitar a palavra "países" após "e poucos" como referência a "poucos países", e não a "poucos indivíduos".
  • E: A construção no início da frase está ininteligível por não ter sido adotada a seguinte redação "As políticas de livre mercado tornaram ricos poucos países".






O futuro do trabalho





    Foi lançado nesse mês, em meio às celebrações do centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o relatório da comissão global sobre o futuro do trabalho, que tive a honra de integrar. O que o texto revela é uma visão centrada em políticas públicas para enfrentar desafios que o século trouxe para a humanidade.

   Frente à chamada revolução industrial 4.0, ao envelhecimento da população e à mudança climática, a resposta aparece na forma de programas para evitar o crescimento da desigualdade e melhorar a preparação das gerações futuras e o conceito de uma sociedade ativa ao longo da vida.

   É importante lembrar que, segundo pesquisadores, haverá em poucos anos a extinção de profissões e de tarefas dentro de várias ocupações, diante da automação e da robotização aceleradas. Outras serão criadas, demandando, porém, competências distintas das que estavam em alta até pouco tempo. O cenário exige grande investimento nas pessoas. Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em seres humanos, especialmente uma ampliação em suas capacidades.

   Isso envolve trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde a primeira infância, a fim de desenvolver competências basilares, necessárias para promover autonomia para que todos possam aprender a aprender.

   Afinal, numa vida em que tarefas vão sendo extintas e assumidas por máquinas, teremos que nos reinventar continuamente, passando a desempenhar atividades que demandam capacidade de resolução criativa e colaborativa de problemas complexos, reflexão crítica e maior profundidade de análise.

    Teremos também que contar com um ecossistema educacional que inclua modalidades ágeis de cursos para capacitação, recapacitação e requalificação. A certificação de conhecimentos previamente adquiridos ganha força e sentido de urgência, além de um investimento maior em escolas técnicas e profissionais que fomentem a aquisição das competências necessárias não só para exercer uma profissão específica, mas também para obter outra rapidamente, se necessário.

                                                                                           (Claudia Costin. Folha de S.Paulo, 25.01.2019. Adaptado)






Segundo o texto, a reivindicação por uma agenda econômica centrada na ampliação das capacidades humanas deve-se à

  • A: recente adoção de políticas públicas educacionais direcionadas ao enfrentamento dos desafios impostos pelas transformações nos modos de produção.
  • B: necessidade de encontrar soluções que possam minimizar o impacto dos problemas sociais para a população mais idosa que têm origem no desemprego.
  • C: emergência de se adotarem medidas para conter o processo acelerado de automação e de robotização, responsável pelo avanço das mudanças climáticas.
  • D: demanda pelo desenvolvimento de novas competências, diante da previsão do fim de ocupações em decorrência da intensa automação e robotização.
  • E: necessidade de aceleração da automação da indústria nacional, indispensável para atender a demanda de um mercado consumidor em crescimento constante.

Tecnologia é coisa de mulher
Estamos falando de tecnologia, inovação e empreendedorismo, temas claramente masculinos. Basta olhar os números. Os homens são maioria nos cursos ligados a computação no Brasil, com 84% do total das matrículas. Também estão à frente no mundo corporativo, ao ocupar 94% dos altos cargos executivos das 100 maiores empresas tech do planeta.
(ROTHMAN, Paula, Revista INF EXAME. edição 339, março de 2014, p.49.)
Na última frase, a expressão “ao ocupar’’ tem o mesmo sentido de
  • A: “além de ocupar’’
  • B: “ainda que ocupem’’
  • C: “desde que ocupem’’
  • D: “uma vez que ocupam’’
  • E: “à medica que ocupam’’





O futuro do trabalho






   Foi lançado nesse mês, em meio às celebrações do centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o relatório da comissão global sobre o futuro do trabalho, que tive a honra de integrar. O que o texto revela é uma visão centrada em políticas públicas para enfrentar desafios que o século trouxe para a humanidade.
   Frente à chamada revolução industrial 4.0, ao envelhecimento da população e à mudança climática, a resposta aparece na forma de programas para evitar o crescimento da desigualdade e melhorar a preparação das gerações futuras e o conceito de uma sociedade ativa ao longo da vida.
   É importante lembrar que, segundo pesquisadores, haverá em poucos anos a extinção de profissões e de tarefas dentro de várias ocupações, diante da automação e da robotização aceleradas. Outras serão criadas, demandando, porém, competências distintas das que estavam em alta até pouco tempo. O cenário exige grande investimento nas pessoas. Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em seres humanos, especialmente uma ampliação em suas capacidades.
   Isso envolve trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde a primeira infância, a fim de desenvolver competências basilares, necessárias para promover autonomia para que todos possam aprender a aprender.
   Afinal, numa vida em que tarefas vão sendo extintas e assumidas por máquinas, teremos que nos reinventar continuamente, passando a desempenhar atividades que demandam capacidade de resolução criativa e colaborativa de problemas complexos, reflexão crítica e maior profundidade de análise.
    Teremos também que contar com um ecossistema educacional que inclua modalidades ágeis de cursos para capacitação, recapacitação e requalificação. A certificação de conhecimentos previamente adquiridos ganha força e sentido de urgência, além de um investimento maior em escolas técnicas e profissionais que fomentem a aquisição das competências necessárias não só para exercer uma profissão específica, mas também para obter outra rapidamente, se necessário.

                                                                                                    (Claudia Costin. Folha de S.Paulo, 25.01.2019. Adaptado)






Segundo a autora, uma preparação eficiente para o contexto de trabalho em que antigas profissões serão extintas enquanto outras serão criadas envolve
  • A: o trabalho constante de pesquisa voltada para a identificação das profissões com potencial para serem extintas e daquelas que permanecerão em alta.
  • B: o desenvolvimento da consciência política sobre a necessidade da adoção de medidas para fazer frente aos novos desafios impostos à humanidade.
  • C: o reconhecimento do nível de capacitação pessoal, o que impõe aceitar desempenhar desde atividades mais básicas até aquelas que dependem de reflexão crítica.
  • D: a capacidade de reinventar-se continuamente, fundamental para o desempenho de atividades que requerem reflexão crítica e aptidão para resolução de problemas.
  • E: um sistema educacional que despreze os conhecimentos prévios dos estudantes e direcione o ensino à capacitação deles para desempenhar uma única profissão.

Uma era politicamente comum
Há que se tomar cuidado com o politicamente correto. Ele avança a passos largos, está sempre à espreita, ataca quando menos se espera em outros lugares-comuns. O politicamente correto nasceu nos Estados Unidos, como em geral acontece com tudo quanto é besteira bolada no sentido de não ofender ninguém e eleger um mínimo de pessoas. O nome diz tudo: politicamente. Quer dizer, tem urna na jogada. Correto, correção. Ou seja, fazer o que parece ser o mais expediente no sentido de chegar a qualquer nível de poder.
(LESSA, Ivan. O luar e a rainha. São Paulo: Companhia de Letras, 2005,p.21.)
As expressões semanticamente equivalentes “Quer dizer’’ e “Ou seja’’ foram empregadas pelo autor para
  • A: atenuar o ponto de vista do autor.
  • B: esclarecer passagens obscuras do texto.
  • C: contrastar com as afirmações anteriores a elas.
  • D: desviar a atenção do leitor do foco central do texto.
  • E: explicitar uma ideia que poderia passar despercebida pelo leitor.



Leia o texto para responder à questão.



O futuro do trabalho


   Foi lançado nesse mês, em meio às celebrações do centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o relatório da comissão global sobre o futuro do trabalho, que tive a honra de integrar. O que o texto revela é uma visão centrada em políticas públicas para enfrentar desafios que o século trouxe para a humanidade.
   Frente à chamada revolução industrial 4.0, ao envelhecimento da população e à mudança climática, a resposta aparece na forma de programas para evitar o crescimento da desigualdade e melhorar a preparação das gerações futuras e o conceito de uma sociedade ativa ao longo da vida.
   É importante lembrar que, segundo pesquisadores, haverá em poucos anos a extinção de profissões e de tarefas dentro de várias ocupações, diante da automação e da robotização aceleradas. Outras serão criadas, demandando, porém, competências distintas das que estavam em alta até pouco tempo. O cenário exige grande investimento nas pessoas. Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em seres humanos, especialmente uma ampliação em suas capacidades.
   Isso envolve trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde a primeira infância, a fim de desenvolver competências basilares, necessárias para promover autonomia para que todos possam aprender a aprender.
   Afinal, numa vida em que tarefas vão sendo extintas e assumidas por máquinas, teremos que nos reinventar continuamente, passando a desempenhar atividades que demandam capacidade de resolução criativa e colaborativa de problemas complexos, reflexão crítica e maior profundidade de análise.
    Teremos também que contar com um ecossistema educacional que inclua modalidades ágeis de cursos para capacitação, recapacitação e requalificação. A certificação de conhecimentos previamente adquiridos ganha força e sentido de urgência, além de um investimento maior em escolas técnicas e profissionais que fomentem a aquisição das competências necessárias não só para exercer uma profissão específica, mas também para obter outra rapidamente, se necessário.

                                                                                       (Claudia Costin. Folha de S.Paulo, 25.01.2019. Adaptado)


 




O sentido expresso pelo termo destacado em “... a resposta aparece na forma de programas para evitar o crescimento da desigualdade...” também pode ser corretamente identificado na expressão destacada em:
  • A: ... em meio às celebrações do centenário da Organização Internacional do Trabalho.
  • B: ... a extinção de profissões e de tarefas dentro de várias ocupações, diante da automação e da robotização aceleradas.
  • C: ... trabalhar com o conceito de aprendizagem ao longo da vida, ou seja, desde a primeira infância, a fim de desenvolver competências..
  • D: Por isso, o relatório clama por uma agenda econômica centrada em seres humanos...
  • E: É importante lembrar que, segundo pesquisadores, haverá em poucos anos a extinção de profissões...

Apesar de a sociedade, de modo geral, ver a escola como um fator para mobilidade social, Bourdieu (2002, p.20) subverte essa ideia ao considerá-la como um dos legitimadores das desigualdades sociais por lhe ser atribuída a transmissão dos dons e talentos predicativos que são próprios e cultivados pelo convívio. Mas, na realidade foram hábitos cultivados pelas convivências e oportunidades. A sociedade, em particular as instituições de ensino, ao não reconhecer que “[...] cada família transmite a seus filhos, mais por vias indiretas que diretas, um certo capital cultural e um certo ethos [...]” (BOURDIEU, 1998, p.42), pode contribuir para manutenção das desigualdades que provavelmente se refletirão no sucesso ou insucesso educacional, na futura atuação profissional, na inserção no mercado de trabalho e no capital social do indivíduo e, assim, possivelmente na manutenção do status quo.
(OLIVEIRA, Antônio Jose Barbosa de; CRANCHI, Daniela Carvalho. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 27, n.2, p. 35-36, maio/ago. 2017. Excerto adaptado).
Na primeira frase do texto, os elementos “-la”, em “considerá-la”, e “lhe”, em “lhe ser atribuída”, referem-se
  • A: ambos a “ideia”.
  • B: ambos a “escola”.
  • C: ambos a “sociedade”.
  • D: a “ideia” e “escola”, respectivamente.
  • E: a “escola” e “sociedade”, respectivamente.

Independentemente da sua localização na história ou seu nível de acessibilidade, os produtos de luxo possuem um atributo principal em comum: a exclusividade. A ideia de ser único, exclusivo, especial e diferente conduz a indústria do luxo (PAIXÃO, 2007).  Contudo, existem organizações que se apropriam desse conceito de exclusividade e o utilizam estrategicamente com o intuito de persuadir os consumidores. Esses produtos não fazem parte formal do universo dos bens de luxo. Eles habitam um espaço entre a produção massificada e a raridade. Englobam características de ambas as esferas, criando, assim, uma categoria própria, formada por itens escassos, que são ofertados durante tempo e/ou quantidade restritos: são as edições limitadas.
(SELAU,Sandro D;TONETTO,Leandro M. Efeitos do uso da informação edição limitada sobre percepções de preço e intenção de compra de produtos.RACE,Joaçaba,v.15,n.1,p.159,jan.-abr.2016.)
Considere as seguintes afirmações sobre os recursos coesivos do texto.
I-     Na primeira frase, as palavras “sua” e “seu” se referem a “produtos de luxo”, expressão encontrada na mesma frase.
II-    Na terceira frase, a primeira ocorrência de “o” se refere à expressão “conceito de exclusividade”, encontrada na mesma frase.
III-   Na quarta frase, a expressão “Esses produtos” não se refere a uma palavra ou expressão anterior no texto, mas pode ter seu referente inferido.
IV- Na quinta frase, a palavra “Eles” se refere a uma expressão encontrada na frase imediatamente anterior.
É correto o que se afirma:
  • A: apenas em I e II.
  • B: apenas em II e III.
  • C: apenas em III e IV.
  • D: apenas em I, II e IV.
  • E: I, II, III e IV.

Exibindo de 20011 até 20020 de 25035 questões.