Questões de Português para Concursos

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Na prática artística mencionada no texto, o corpo assume papel de destaque ao articular diferentes linguagens com o intuito de
  • A: imprimir ritmo e visibilidade à expressão poética.
  • B: redefinir o espaço de circulação da poesia urbana.
  • C: estimular produções autorais de usuários de Libras.
  • D: traduzir expressões verbais para a língua de sinais.
  • E: proporcionar performances estéticas de pessoas surdas.

O texto I apresenta uma estrutura predominantemente:
  • A: argumentativa
  • B: expositiva
  • C: descritiva
  • D: narrativa

No trecho "Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver”, a fala atribuída à Terra revela que:
  • A: é necessário um sistema bélico para exterminar a humanidade
  • B: economia, apesar de invisível, é contrária à Terra
  • C: somos sub-humanos em busca de roupa e abrigo
  • D: a Terra é responsável pela manutenção da vida

"Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade...”

O uso do vocábulo aliás marca entre as partes da frase uma relação de:
  • A: reformulação
  • B: redundância
  • C: generalização
  • D: ambiguidade

"Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrarque somos mais bravos que ele.”

As expressões introduzidas pelos dois-pontos estabelecem com o trecho anterior uma relação de:
  • A: comparação entre as partes
  • B: levantamento de hipóteses
  • C: argumento de autoridade
  • D: enumeração de fatos

O título do texto I, "Não se come dinheiro”, sintetiza a seguinte discussão presente no texto:
  • A: os aparatos tecnológicos são benéficos
  • B: a economia é valorizada em detrimento da Terra
  • C: a alimentação é precária em períodos de isolamento
  • D: os povos indígenas sofrem com a escassez de alimentos

A poesia de Patativa do Assaré, ao primeiro contato, demonstra uma preocupação em construir uma identidade sertaneja. No texto 6, esta característica é observável, de forma mais evidente, em
  • A: “Meu verso rastero, singelo e sem graça/Não entra na praça, no rico salão”. (linhas 172-173)
  • B: “Sou fio das mata, cantô da mão grosa/ Trabaio na roça, de inverno e de estio”. (linhas 160- 161)
  • C: “Não tenho sabença, pois nunca estudei Apenas eu seio o meu nome assiná”. (linhas 168-169)
  • D: “E assim, sem cobiça dos cofre luzente, /Eu vivo contente e feliz com a sorte”. (linhas 183- 184)

No texto 6, a partir dos versos “Não tenho sabença, pois nunca estudei/Apenas eu seio o meu nome assiná/Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre/E o fio do pobre não pode estudá” (linhas 168-171) é correto inferir que a intenção do poeta é
  • A: mostrar as diferenças entre fala e escrita para a poesia marcadamente regionalista.
  • B: apresentar o desprezo do poeta pelas pessoas letradas e a não importância disso para a construção poética.
  • C: falar sobre as agruras de seu pai, no enfrentamento às questões climáticas do sertão.
  • D: revelar a realidade de parte da população brasileira que não tem acesso à escolaridade.

As palavras “papé” (linha 164), “percura” (linha 167) e “sodade” (linha 177) extraídas do poema revelam uma variedade linguística do português brasileiro específica de um grupo social identificada em falantes
  • A: do sexo masculino, com idade avançada, que moram em metrópoles.
  • B: não escolarizados de dialeto usado por moradores de regiões interioranas do país.
  • C: estrangeiros que não dominam certas expressões da língua portuguesa.
  • D: escolarizados do sexo masculino que moram no interior do nosso país.

Patativa do Assaré, apesar de ter inúmeros poemas publicados, não escrevia nenhum deles. Com habilidade inacreditável de memorização, o poeta decorava todos seus poemas. Todos os versos que hoje podemos ver são graças ao trabalho de outras pessoas que se empenharam em transcrever os poemas do poeta, seja ouvindo diretamente do poeta, seja através de gravações. Deste modo, sua poesia é fortemente marcada pela oralidade. No texto de Patativa do Assaré, aparecem expressões da fala popular como “Sou fio das mata, cantô da mão grosa” (linha 160), “Trabaio na roça, de inverno e de estio”, (linha 161) “Cantando, pachola, à percura de amô” (linha 167). Considerando este aspecto da poesia de Patativa do Assaré, atente para as seguintes afirmações:

I. Este tipo de linguagem revela, no texto, uma escrita de estilo coloquial marcada pelo uso consciente de palavras próprias da fala.
II. As expressões coloquiais utilizadas no texto revelam o lugar de onde veio o poeta e sua história, deixando claro que a poesia que produz é sobre as coisas simples da vida.
III. O emprego destes coloquialismos revela a cultura local em que o autor está inserido.

Está correto o que se afirma em
  • A: I, II e III.
  • B: I e III apenas.
  • C: II e III apenas.
  • D: I e II apenas.

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