Questões de Português para Concursos

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“Deus existe. Não podemos nem queremos provar-nos isso; tentar tal coisa nos pareceria blasfêmia, assim como negar sua existência seria loucura. Deus existe porque existimos. Deus vive na nossa consciência, na consciência da humanidade, no universo que nos circunda.”
Alguns textos apresentam um conjunto de vocábulos pertencentes a um determinado campo do conhecimento.
No texto acima, do político italiano G. Mazzini, os vocábulos pertencentes ao campo da religião são:
  • A: Deus / existência / consciência;
  • B: Deus / blasfêmia / loucura / universo;
  • C: Deus / existência / universo;
  • D: Deus / existência / consciência / humanidade / universo;
  • E: Deus / blasfêmia.

Observe o texto a seguir.
“Frequentemente, entre nossos motivos de ação há um mais forte que(1) os demais: é aquele que(2) não é declarado”.
As palavras dessa frase que estabelecem coesão com o termo sublinhado são:
  • A: um / os demais / aquele / que(2);
  • B: um / mais forte / os demais / aquele;
  • C: os demais / aquele / que(2);
  • D: aquele / que(2);
  • E: um / mais forte / que(1) / os demais / aquele.

Abaixo estão apontados cinco diferentes tipos textuais; o tipo que mostra sua função principal de forma adequada é:
  • A: cartaz publicitário: convencer;
  • B: livro didático: informar;
  • C: reportagem jornalística: expressar-se;
  • D: horóscopo: regulamentar;
  • E: regulamento de um prédio: ensinar.

Numa reportagem sobre um acidente de trânsito, um jornal de São Paulo utilizou diversas estruturas textuais; a frase abaixo que se insere entre textos descritivos é:
  • A: “Como o sinal estava fechado, a vítima decidiu atravessar”;
  • B: “Após caminhar alguns passos, a vítima notou que um caminhão se aproximava”;
  • C: “A polícia conseguiu levar a vítima para o hospital mais próximo e a deixou no setor de emergências”;
  • D: “A esquina estava cheia de gente na hora do acidente, com um guarda de trânsito perto do sinal”;
  • E: “O trânsito está a cada dia mais perigoso e é urgente uma penalização mais dura para os infratores”

Observe o início estranho de um texto do humorista Millôr Fernandes: “Certa vez eu jogava uma partida de sinuca e só havia a bola sete na mesa. De modo que mastiguei-a lentamente, saboreando-lhe os bocados com prazer. Refiro-me à refeição que havia pedido ao garçom. Dei-lhe duas tacadas na cara. Estou me referindo à bola”.
A estranheza desse texto deriva do emprego de:
  • A: vocábulos com sentido diferente do dicionarizado;
  • B: palavras sem antecedente expresso;
  • C: expressões inadequadas às ações;
  • D: erros contínuos de concordância;
  • E: diferentes níveis de linguagem.

Muitas expressões carecem de lógica; a frase abaixo que se mostra logicamente adequada é:
  • A: Os débitos do aluguel foram pagos em uma parcela única;
  • B: Ninguém chegou na hora, exceto o Heitor;
  • C: Bebeu na festa a mesma bebida de ontem;
  • D: Ligue para mim que eu trago o pedido até você;
  • E: Houve um acidente fatal, com duas vítimas.

Um dos problemas textuais mais frequente é a incoerência, como a que está presente na seguinte frase:
  • A: “Fiz esta carta longa porque não tive tempo de fazê-la mais curta”;
  • B: “Há tantos que escrevem e tão poucos que leem”;
  • C: “Escreve as ofensas na areia e os benefícios no mármore”;
  • D: “Escrever cartas é a maneira mais deliciosa de perder tempo”;
  • E: “O que vale é a versão e não os fatos”.

“...um senhor prudente não pode nem deve cumprir a palavra dada, quando tal observância lhe for prejudicial e quando as razões que levaram à sua promessa deixarem de existir.”
A afirmação adequada sobre um dos componentes desse segmento textual é:
  • A: a afirmação inicial é condicionada pelas seguintes;
  • B: o conteúdo do segmento confirma que ninguém deve produzir provas contra si mesmo;
  • C: as circunstâncias apresentadas para justificar-se a afirmação inicial são fruto de informações intelectuais;
  • D: as circunstâncias apresentadas para explicar-se a afirmação inicial são mutuamente dependentes;
  • E: a prudência, segundo o texto, procura proteção pessoal e a criação de uma positiva imagem social.

O célebre político e escritor italiano Maquiavel escreveu em sua obra O Príncipe: “Por conseguinte, um senhor prudente não pode nem deve cumprir a palavra dada, quando tal observância lhe for prejudicial e quando as razões que levaram à sua promessa deixarem de existir. E se os homens fossem todos bons, tal preceito não valeria: mas como são pérfidos e não cumprem a palavra contigo, tu também não és obrigado a cumprir a palavra com eles”.

O termo inicial desse segmento Por conseguinte mostra que tudo o que está nele expresso funciona como uma:
  • A: explicação;
  • B: retificação;
  • C: condição;
  • D: conclusão;
  • E: concessão.

Num julgamento determinado, o advogado de defesa disse o seguinte: “O réu, que aqui está sendo julgado por homicídio, sempre foi, senhores jurados, um ótimo pai de família e chegou a diretor da associação de moradores de seu bairro...”
A argumentação do advogado, nesse caso, mostra um problema de formulação, que é identificado como:
  • A: uma falsa analogia foi estabelecida;
  • B: as afirmações feitas se apoiam em opiniões pessoais;
  • C: a falta de lógica nos dados apresentados;
  • D: uma generalização foi formulada;
  • E: a questão principal é abandonada por digressão.

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