Questões de Português para Concursos

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O segundo parágrafo do texto começa pela frase “Não se trata da simplicidade do projeto perfeito”.
Tal frase desempenha o papel textual de
  • A: indicar uma ressalva em relação à afirmação anterior de que a simplicidade é uma marca destacada do alfabeto.
  • B: mostrar uma contradição com algo dito anteriormente.
  • C: destacar uma característica que se soma às três anteriormente indicadas.
  • D: apresentar um argumento na defesa da ideia de que o alfabeto mostra uma perfeita simplicidade.
  • E: explicar o que significam a simplicidade, a singularidade e a adaptabilidade do alfabeto.

“Este livro é sobre uma das ideias mais importantes da humanidade – a ideia do alfabeto – e a sua forma mais difundida: o sistema de letras que você está lendo neste momento.”
A afirmação incorreta sobre um dos elementos sublinhados nesse pequeno fragmento do texto 1 é:
  • A: o vocábulo “sobre” equivale a “a respeito de” e indica o tema do livro.
  • B: a expressão ”mais importante” mostra uma opinião do autor do texto.
  • C: o termo “a ideia do alfabeto” especifica qual é a ideia citada anteriormente.
  • D: o termo “você” indica um leitor indeterminado, já que indica qualquer um que esteja lendo o livro.
  • E: o demonstrativo “neste” indica o momento em que foi escrito o texto.

O Texto 1 corresponde ao prefácio de um livro e uma de suas funções é atrair o leitor para a leitura da obra.

A principal estratégia usada para isso é
  • A: aludir a uma série de mistérios estranhos, cuja resposta vai ser dada na continuação do livro.
  • B: prometer, implicitamente, respostas para um conjunto de perguntas formuladas a respeito do tema da obra.
  • C: mostrar que o livro vai dar esclarecimentos definitivos sobre pontos até hoje não revelados.
  • D: criar suspense sobre aspectos curiosos que envolvem o tema, cuja revelação será feita no texto do livro.
  • E: comprometer-se a informar, com base segura e científica, sobre a história indicada no título do livro.

O segmento desse texto que mostra um erro gramatical é
  • A: A minha mensagem será esta: ninguém se detenha, no limiar do destino...
  • B: ...desencorajado pelos fatores negativos da pobreza, da origem modesta em uma província politicamente pouco influente, da falta de oportunidade ou de condições para formalizar um curso superior e da inaptidão para fazer fortuna.
  • C: O importante, quando se tem um destino a cumprir, é não fugir ao seu apelo.
  • D: ...e segui-lo sem indagar onde ele nos pode levar...”.
  • E: ...pois, na pior das hipóteses, a imprudência paga melhor que a frustração”.

Esse texto tem como leitor ideal aquele que
  • A: teve sucesso político e se encontra esquecido.
  • B: precisa de incentivo para continuar seus estudos.
  • C: mostra a intenção de fazer carreira política.
  • D: se revolta contra o destino que lhe foi traçado
  • E: está desanimado por fatores de situação pessoal.

“Estranha uma gentil leitora que em tempos de agitação política escreva eu sobre coisas antigas e vagas ou subjetivas, e em vez de falar de cassações e eleições divague sobre mariposas, malacachetas, brisa do mar.”
(Da importância dos cristãos-novos, 12/11/1966)

O que essa leitora critica no cronista Rubem Braga é
  • A: a permanência de traços poéticos nas suas crônicas.
  • B: a ausência de crônicas mais polêmicas.
  • C: o distanciamento em relação à história do país.
  • D: a sua alienação dos problemas de seu tempo.
  • E: a inadequação de seus textos em relação à modernidade.

“No lugar dessas tristes ruazinhas de nossas cidades do interior, com sua poeira e suas casas de platibandas estilo comercial-futurista, seu mau gosto árido e obcecante...”.
Nesse segmento o diminutivo “ruazinhas” mostra valor pejorativo, da mesma forma que na seguinte opção:
  • A: As ruazinhas nos subúrbios cariocas, mal iluminadas e sem asfaltamento, mostram traços poéticos.
  • B: Nas ruazinhas do bairro em que nasci havia sempre muitos vendedores ambulantes.
  • C: As ruazinhas que iam da cidade para o alto das serras estavam em mau estado e causavam danos aos veículos.
  • D: As ruazinhas no interior da fazenda levavam da Casa Grande a todas as plantações.
  • E: Todas as ruazinhas do local eram pequenos caminhos entre filas de árvores frutíferas.

“Volta Redonda não parece Brasil; é, na verdade, uma ilha de trabalho e organização cercada de Brasil por todos os lados.”.
Sobre a estruturação dessa frase inicial, assinale a afirmativa correta.
  • A: A afirmativa sobre Volta Redonda se apoia intertextualmente na definição escolar de “ilha”.
  • B: O termo “na verdade” é empregado para consertar um erro expresso anteriormente.
  • C: Os termos “trabalho” e “organização” indicam características do Brasil também presentes em Volta Redonda.
  • D: Após “não parece Brasil” se segue uma conclusão a partir da afirmação anterior.
  • E: A segunda ocorrência do vocábulo “Brasil” contém indicações positivas de nosso país.

Assinale a opção que apresenta o segmento desse texto que, objetivamente, não mostra uma crítica.
  • A: Volta Redonda não parece Brasil; é, na verdade, uma ilha de trabalho e organização cercada de Brasil por todos os lados.
  • B: No lugar dessas tristes ruazinhas de nossas cidades do interior, com sua poeira e suas casas de platibandas estilo comercial-futurista.
  • C: Aqui houve quem pensasse antes de fazer.
  • D: E seu drama reside nisso mesmo, na necessidade incessante de se defender do Brasil e de suas loucuras.
  • E: ...de sobreviver e de crescer para servir o Brasil sem se contaminar demasiado dele.

Pelos textos lidos até agora, vemos que o cronista se compraz em empregar a linguagem informal, em segmentos variados.
Considerando esses textos, assinale a frase que é integralmente construída em linguagem culta.
  • A: Dois amigos meus que leram os três volumes dessa A vida de D. Pedro I, de Octávio Tarquínio de Sousa, disseram que é um livro de que a gente fica com saudades quando acaba....
  • B: ...vontade de pedir ao historiador a vida de D. Pedro II como quem repete um prato gostoso em um restaurante: “Salta mais um Pedro!”.
  • C: Quando amanhã alguém quiser escrever a história da vida brasileira deste último quarto de século terá, com certeza, muita dor de cabeça.
  • D: E o coronel fique na sua varanda, cheia de gaiolas de passarinhos. Ali perto, enjaulados como feras, dois imensos cães dinamarqueses.
  • E: ...e os escritos desta época andam tão cheios, ora de inverdades, ora de subentendidos, ora de omissões e enganos, que, entre as linhas e entrelinhas dos documentos, o historiador ficará a coçar o queixo.

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