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Texto 2


Cidade sã, mente sã?
Por Carlos Leite, Hermano Tavares e Paulo Saldiva


As cidades surgiram da necessidade de sobrevivência da espécie humana. Em regiões onde o modo de vida de nossos antepassados caçadores/coletores não era possível, tornou-se imperioso obter alimentos por meio de técnicas agropecuárias. O aumento da produção de nutrientes permitiu o crescimento e a fixação da população humana em cidades.

[...]

Porém, junto com as aglomerações vieram o saneamento precário e a proliferação de patógenos que trouxeram consigo o adoecimento. Talvez seja válido dizer que Logos e Páthos caminham de braços dados pelas ruas das cidades mundo afora.

[...]

Nesse contexto, a cidade é o resultado de uma complexa interação entre governança, ambientes urbanos físicos, sociais e econômicos, tendo como protagonista a biologia dos seus habitantes. De fato, segmentos populacionais menos privilegiados, que ocupam, em sua maioria, as periferias urbanas, combinam um ambiente mais hostil (moradia precária, mau saneamento, maior exposição à poluição do ar e risco de doenças infecciosas) com mais comorbidades, deficiência nutricional, menor acesso à informação, à educação e, sem dúvida, à saúde em si – não apenas física como também mental. [...]

No Brasil, as doenças mentais são o terceiro maior conjunto de morbidades a pesar na sociedade [...]. Um estudo epidemiológico conduzido na região metropolitana de São Paulo mostra que aproximadamente 40% da população urbana preencheu critérios para ao menos um diagnóstico psiquiátrico ao longo da vida [...]. Exposição ao ambiente urbano e privação social foram associados como fatores de risco para todas as condições mentais [...]

Nas favelas, outra questão que se impõe é a da violência urbana. Um estudo epidemiológico sobre o tema mostrou elevada exposição da população a eventos traumáticos (86%), dos quais 11% apresentariam risco para desenvolvimento de um transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), sendo que as mulheres teriam um risco três vezes maior do que homens nesse aspecto. Chama atenção no estudo, o fato de que 35% dos casos identificados de TEPT foram desencadeados pela perda inesperada de um ente querido e 40% devido à violência interpessoal.

Um outro estudo de natureza qualitativa soma a esse panorama, já desolador, o elemento da coerção social. Em muitas dessas comunidades, o poder do arbítrio e o uso da violência como instrumento de controle social, funções atribuídas ao Estado, são complementados – quando não completamente substituídos – pelas sociedades dedicadas ao tráfico de drogas e o crime organizado. [...] Em uma complementaridade pungente ao relato mais técnico do levantamento epidemiológico, o estudo qualitativo dá voz ao sofrimento principalmente de mães, esposas e cuidadoras em geral [...]

Contudo, o ambiente urbano desafia a saúde mental para além dos seus aspectos sociais, envolvendo questões físicas e materiais como a poluição ambiental e sonora; o espraiamento das cidades e a necessidade de longos períodos de deslocamento de casa para o trabalho e vice-versa; e, ainda, a progressiva substituição da paisagem natural pela chamada “selva de concreto”. No caso dos longos deslocamentos diários casa-trabalho-casa, eles podem ser agravados quando, por força da baixa remuneração, a população mais vulnerável tem que assumir dois ou mais empregos para garantir uma renda condizente. Isso se traduzirá em mais horas de afastamento do domicílio, da família e dos filhos, com maior sofrimento para mulheres e crianças. Os pequenos, necessitados de uma presença parental mais efetiva, crescerão no ambiente adverso, com pouca supervisão, disso resultando, entre outros problemas, um reduzido aproveitamento escolar, evasão e baixa qualificação – perpetuando assim tal ciclo negativo. A evolução dos transtornos mentais reforça a percepção da relevância do amparo à infância como o meio mais efetivo de prevenção desses males. Metade desses transtornos identificados em adultos tiveram seu início antes dos 15 anos de idade – e a maioria começa antes dos 20 anos. [...]

[...]

Nesse sentido, os programas do urbanismo social podem ser instrumento poderoso. [...] Consagrado em Medellín, [...] o urbanismo social é um modelo que pode e deve ganhar maior robustez nas cidades. Ou seja, urge otimizar as valiosas metodologias do urbanismo social para além de seus focos essenciais – urbanização do território, promoção de infraestruturas urbanas, habitação social, equipamentos e serviços públicos, mobilidade etc. [...] Sabe-se que não são apenas as intervenções físicas que transformam o território, mas o tecido social de confiança, com articulação comunitária construída na vida coletiva e no exercício cidadão. Não à toa, o sucesso de Medellín em grande parte se deve à promoção, desde o início do processo, dos espaços públicos e dos grandes equipamentos públicos onde a vida comunitária é valorizada.

[...]

Melhorar as condições de vida dos habitantes das favelas de modo integral, considerando sempre os aspectos sociais coletivos que impõem diversos tipos de sofrimentos mentais individuais, e ampliar o direito à cidade é também promover o direito à saúde mental. Assim, reciclando a célebre citação do poeta italiano Juvenal, que no século I já pedia uma mente sã em um corpo são, cabe-nos trabalhar para promover um ambiente são de modo que mentes-corpos periféricos tenham mais condições de saúde.

Disponível em https://piaui.folha.uol.com.br/cidade-sa-mente-sa

“As cidades surgiram da necessidade de sobrevivência da espécie humana. Em regiões onde o modo de vida de nossos antepassados caçadores/coletores não era possível, tornou-se imperioso obter alimentos por meio de técnicas agropecuárias. O aumento da produção de nutrientes permitiu o crescimento e a fixação da população humana em cidades.”

A reescritura da passagem do texto 2 acima na qual NÃO se verifica nenhum desvio em relação à norma padrão do português é:
  • A: O surgimento das cidades se deveu a necessidade de sobrevivência da espécie humana. Em regiões onde o modo de vida de nossos antepassados caçadores/coletores não era possível, tornou-se imperioso obter alimentos por meio de técnicas agropecuárias. O aumento da produção de nutrientes propiciou o crescimento e a fixação da população humana em cidades.
  • B: O surgimento das cidades pode ser atribuído a necessidade de sobrevivência da espécie humana. Tornou-se imperioso em regiões nas quais o modo de vida de nossos antepassados caçadores/coletores não era possível, obter alimentos por meio de técnicas agropecuárias. O aumento da produção de nutrientes permitiu o crescimento e a fixação da população humana em cidades.
  • C: As cidades surgiram da necessidade de sobrevivência da espécie humana. Em regiões que o modo de vida de nossos antepassados caçadores/coletores não era possível, tornou-se imprescindível obter alimentos por meio de técnicas agropecuárias. O aumento da produção de nutrientes permitiu o crescimento e a fixação da população humana em cidades.
  • D: As cidades surgiram em consequência da necessidade de sobrevivência da espécie humana. Em regiões onde o modo de vida de nossos antepassados caçadores/coletores não era possível, tornou-se imperioso que os humanos obtessem alimentos por meio de técnicas agropecuárias. O aumento da produção de nutrientes permitiu o crescimento e a fixação da população humana em cidades.
  • E: O surgimento das cidades decorreu da necessidade de sobrevivência da espécie humana. Em regiões nas quais o modo de vida de nossos antepassados caçadores/coletores não era viável, tornou-se imperiosa a obtenção de alimentos por meio de técnicas agropecuárias. Graças ao aumento da produção de nutrientes, tornaram-se possíveis o crescimento e a fixação da população humana em cidades.

Texto 2


Cidade sã, mente sã?
Por Carlos Leite, Hermano Tavares e Paulo Saldiva


As cidades surgiram da necessidade de sobrevivência da espécie humana. Em regiões onde o modo de vida de nossos antepassados caçadores/coletores não era possível, tornou-se imperioso obter alimentos por meio de técnicas agropecuárias. O aumento da produção de nutrientes permitiu o crescimento e a fixação da população humana em cidades.

[...]

Porém, junto com as aglomerações vieram o saneamento precário e a proliferação de patógenos que trouxeram consigo o adoecimento. Talvez seja válido dizer que Logos e Páthos caminham de braços dados pelas ruas das cidades mundo afora.

[...]

Nesse contexto, a cidade é o resultado de uma complexa interação entre governança, ambientes urbanos físicos, sociais e econômicos, tendo como protagonista a biologia dos seus habitantes. De fato, segmentos populacionais menos privilegiados, que ocupam, em sua maioria, as periferias urbanas, combinam um ambiente mais hostil (moradia precária, mau saneamento, maior exposição à poluição do ar e risco de doenças infecciosas) com mais comorbidades, deficiência nutricional, menor acesso à informação, à educação e, sem dúvida, à saúde em si – não apenas física como também mental. [...]

No Brasil, as doenças mentais são o terceiro maior conjunto de morbidades a pesar na sociedade [...]. Um estudo epidemiológico conduzido na região metropolitana de São Paulo mostra que aproximadamente 40% da população urbana preencheu critérios para ao menos um diagnóstico psiquiátrico ao longo da vida [...]. Exposição ao ambiente urbano e privação social foram associados como fatores de risco para todas as condições mentais [...]

Nas favelas, outra questão que se impõe é a da violência urbana. Um estudo epidemiológico sobre o tema mostrou elevada exposição da população a eventos traumáticos (86%), dos quais 11% apresentariam risco para desenvolvimento de um transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), sendo que as mulheres teriam um risco três vezes maior do que homens nesse aspecto. Chama atenção no estudo, o fato de que 35% dos casos identificados de TEPT foram desencadeados pela perda inesperada de um ente querido e 40% devido à violência interpessoal.

Um outro estudo de natureza qualitativa soma a esse panorama, já desolador, o elemento da coerção social. Em muitas dessas comunidades, o poder do arbítrio e o uso da violência como instrumento de controle social, funções atribuídas ao Estado, são complementados – quando não completamente substituídos – pelas sociedades dedicadas ao tráfico de drogas e o crime organizado. [...] Em uma complementaridade pungente ao relato mais técnico do levantamento epidemiológico, o estudo qualitativo dá voz ao sofrimento principalmente de mães, esposas e cuidadoras em geral [...]

Contudo, o ambiente urbano desafia a saúde mental para além dos seus aspectos sociais, envolvendo questões físicas e materiais como a poluição ambiental e sonora; o espraiamento das cidades e a necessidade de longos períodos de deslocamento de casa para o trabalho e vice-versa; e, ainda, a progressiva substituição da paisagem natural pela chamada “selva de concreto”. No caso dos longos deslocamentos diários casa-trabalho-casa, eles podem ser agravados quando, por força da baixa remuneração, a população mais vulnerável tem que assumir dois ou mais empregos para garantir uma renda condizente. Isso se traduzirá em mais horas de afastamento do domicílio, da família e dos filhos, com maior sofrimento para mulheres e crianças. Os pequenos, necessitados de uma presença parental mais efetiva, crescerão no ambiente adverso, com pouca supervisão, disso resultando, entre outros problemas, um reduzido aproveitamento escolar, evasão e baixa qualificação – perpetuando assim tal ciclo negativo. A evolução dos transtornos mentais reforça a percepção da relevância do amparo à infância como o meio mais efetivo de prevenção desses males. Metade desses transtornos identificados em adultos tiveram seu início antes dos 15 anos de idade – e a maioria começa antes dos 20 anos. [...]

[...]

Nesse sentido, os programas do urbanismo social podem ser instrumento poderoso. [...] Consagrado em Medellín, [...] o urbanismo social é um modelo que pode e deve ganhar maior robustez nas cidades. Ou seja, urge otimizar as valiosas metodologias do urbanismo social para além de seus focos essenciais – urbanização do território, promoção de infraestruturas urbanas, habitação social, equipamentos e serviços públicos, mobilidade etc. [...] Sabe-se que não são apenas as intervenções físicas que transformam o território, mas o tecido social de confiança, com articulação comunitária construída na vida coletiva e no exercício cidadão. Não à toa, o sucesso de Medellín em grande parte se deve à promoção, desde o início do processo, dos espaços públicos e dos grandes equipamentos públicos onde a vida comunitária é valorizada.

[...]

Melhorar as condições de vida dos habitantes das favelas de modo integral, considerando sempre os aspectos sociais coletivos que impõem diversos tipos de sofrimentos mentais individuais, e ampliar o direito à cidade é também promover o direito à saúde mental. Assim, reciclando a célebre citação do poeta italiano Juvenal, que no século I já pedia uma mente sã em um corpo são, cabe-nos trabalhar para promover um ambiente são de modo que mentes-corpos periféricos tenham mais condições de saúde.

Disponível em https://piaui.folha.uol.com.br/cidade-sa-mente-sa

Em cada alternativa abaixo, apresenta-se a reescritura de alguma passagem do texto 2. A alternativa em que essa reescritura NÃO gerou erro no uso do acento grave no elemento sublinhado é:
  • A: Nesse contexto, a cidade se deve à uma complexa interação entre governança, ambientes urbanos físicos, sociais e econômicos.
  • B: De fato, segmentos populacionais menos privilegiados combinam um ambiente mais hostil com mais comorbidades, deficiência nutricional, menor acesso à informações
  • C: Um estudo epidemiológico conduzido na região metropolitana de São Paulo chegou a conclusão de que aproximadamente 40% da população urbana preencheu critérios para ao menos um diagnóstico psiquiátrico.
  • D: Em uma complementaridade pungente às conclusões mais técnicas do levantamento epidemiológico, o estudo qualitativo dá voz ao sofrimento principalmente de mães, esposas e cuidadoras em geral.
  • E: No caso dos longos deslocamentos diários casa-trabalho-casa, eles podem ser agravados quando a população mais vulnerável é forçada à assumir dois ou mais empregos.

“As casas foram construídas para serem habitadas, e não para serem contempladas.”
Francis Bacon

Assinale a opção que apresenta corretamente o pensamento contido nessa frase.
  • A: A adequada habitabilidade deve ser o valor predominante no planejamento de casas pelos arquitetos.
  • B: A arquitetura deve dar prioridade ao aspecto decorativo das residências para dar prazer aos moradores.
  • C: As casas construídas devem ser imediatamente habitadas a fim de minorar-se o problema habitacional.
  • D: A construção de casas deve obedecer a parâmetros econômicos e políticos, e não estéticos.
  • E: A necessidade de imediata ocupação de casas recém-construídas pode provocar a desconsideração por seus aspectos decorativos.

“Um erro de cálculo pode explicar o desabamento de um edifício. Mas por que não pensar também na rebelião das paredes contra o que se passa entre elas?”
Aníbal Machado

Sobre o que é expresso nesse pensamento, assinale a afirmativa correta.
  • A: O desabamento de um edifício envolve obrigatoriamente um erro de cálculo.
  • B: As paredes de um edifício se rebelam contra a falta de punições daqueles que causam desabamento dos prédios.
  • C: Os erros frequentes de cálculos na construção de edifícios podem explicar a rebelião das paredes.
  • D: As variadas circunstâncias de relações pessoais dentro de um prédio podem causar a rebelião das paredes.
  • E: A rebelião das paredes de um edifício se dirige certamente a problemas ocasionados pela má construção do prédio.

“A vida na cidade é um inferno, mas ninguém quer mudar-se para o paraíso”.
Júlio Camargo.

Assinale a opção que mostra a forma de reescritura dessa frase que modificou o seu sentido original.
  • A: Apesar de a vida na cidade ser um inferno, ninguém quer mudar-se para o paraíso.
  • B: Ninguém quer mudar-se para o paraíso, mesmo que a vida na cidade seja um inferno.
  • C: A vida na cidade é um inferno; ninguém, porém, quer mudar-se para o paraíso.
  • D: Mesmo que ninguém queira mudar-se para o paraíso, a vida na cidade, no entanto, é um inferno.
  • E: Embora a vida na cidade seja um inferno, ninguém quer mudar-se para o paraíso.

“Quando todo mundo é corcunda, o belo porte torna-se uma monstruosidade.”
H. de Balzac

Segundo esse pensamento, o conceito de beleza
  • A: decorre da busca de originalidade.
  • B: resulta do conceito de uma maioria.
  • C: varia segundo o momento em que se vive.
  • D: se modifica por meio dos grandes artistas.
  • E: se opõe continuamente ao mau-gosto.

“A Arquitetura refere-se a toda construção e modelagem artificial do ambiente físico, incluindo seu processo de projeto e o produto deste, sendo a palavra também usada para definir os estilos e métodos de projeto das construções de uma época. Em outras áreas, como, por exemplo, na ciência da computação, o termo arquitetura se refere à estrutura geral de um sistema, sendo como um sinônimo de algo projetado ou a forma como funciona.”

Já que a arquitetura se refere à modelagem artificial do ambiente físico, entre as obras desse tipo não está incluído(a)
  • A: um caminho de paralelepípedos em uma mata.
  • B: um túmulo construído com pedras sobrepostas.
  • C: um monumento elaborado com troncos de árvores.
  • D: uma parede de tijolos de cimento.
  • E: uma cachoeira fluvial que forma uma piscina.

“A Arquitetura refere-se a toda construção e modelagem artificial do ambiente físico, incluindo seu processo de projeto e o produto deste, sendo a palavra também usada para definir os estilos e métodos de projeto das construções de uma época. Em outras áreas, como, por exemplo, na ciência da computação, o termo arquitetura se refere à estrutura geral de um sistema, sendo como um sinônimo de algo projetado ou a forma como funciona.”

A respeito dos termos sublinhados, assinale a opção que indica aquele que não se refere a nenhum termo anterior.
  • A: seu.
  • B: deste.
  • C: a palavra.
  • D: de uma época.
  • E: ciência da computação.

“Foi o rei Arthur e seus cavaleiros que resolveram uma das piores aflições dos encarregados de qualquer cerimonial: em reuniões, com pessoas ilustres, todas sentadas a uma mesa, quem deve ocupar o lugar de maior destaque, a cabeceira? Alguém descobriu o óbvio, e descobrir o óbvio não percebido é sinal de genialidade. O geniozinho da corte do rei Arthur simplesmente criou a mesa redonda. Nela todos, democraticamente, se colocam em posição de igualdade, adeus problemas de etiqueta!”

Márcio Cotrim. O Pulo-do-Gato 2. Geração Editorial. São Paulo. 2007

Assinale a opção que apresenta o segmento que mostra por inteiro uma opinião do autor do texto.
  • A: “Foi o rei Arthur e seus cavaleiros que resolveram uma das piores aflições dos encarregados de qualquer cerimonial.”
  • B: “em reuniões, com pessoas ilustres, todas sentadas a uma mesa, quem deve ocupar o lugar de maior destaque, a cabeceira?”
  • C: “Alguém descobriu o óbvio, e descobrir o óbvio não percebido é sinal de genialidade.”
  • D: “O geniozinho da corte do rei Arthur simplesmente criou a mesa redonda.”
  • E: “Nela todos, democraticamente, se colocam em posição de igualdade, adeus problemas de etiqueta!”

“Foi o rei Arthur e seus cavaleiros que resolveram uma das piores aflições dos encarregados de qualquer cerimonial: em reuniões, com pessoas ilustres, todas sentadas a uma mesa, quem deve ocupar o lugar de maior destaque, a cabeceira? Alguém descobriu o óbvio, e descobrir o óbvio não percebido é sinal de genialidade. O geniozinho da corte do rei Arthur simplesmente criou a mesa redonda. Nela todos, democraticamente, se colocam em posição de igualdade, adeus problemas de etiqueta!”

Márcio Cotrim. O Pulo-do-Gato 2. Geração Editorial. São Paulo. 2007

As opções a seguir mostram modificações que foram feitas na escritura do texto acima. Em termos estruturais, assinale a opção que indica a modificação inadequada.
  • A: Foi o rei Arthur e seus cavaleiros / Foram o rei Arthur e seus cavaleiros.
  • B: Foi o rei Arthur e seus cavaleiros / Foram os cavaleiros e seu rei, o rei Arthur.
  • C: que resolveram uma das piores aflições dos encarregados de qualquer cerimonial / que resolveram, em qualquer cerimonial, uma das piores aflições dos encarregados.
  • D: em reuniões com pessoas ilustres, todas sentadas a uma mesa / em reuniões com pessoas sentadas a uma mesa, todas igualmente ilustres.
  • E: quem deve ocupar o lugar de maior destaque, a cabeceira? / quem deve ocupar a cabeceira, o lugar de maior destaque?

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