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Assinale a opção que apresenta a única construção que mostra erro de concordância do verbo haver.
  • A: Quantos anos haverá que isso aconteceu?
  • B: Quantos sobreviventes ainda hão de haver por lá?
  • C: Sempre ia às conferências que havia na escola.
  • D: Nem todos hão de chegar a tempo.
  • E: Irei lá, haja as despesas que houver.

Assinale a frase em que, segundo a norma culta tradicional, houve troca indevida entre o e lhe.
  • A: Os bombeiros lhes socorrerão em caso de incêndio.
  • B: Os atendentes os estão chamando no balcão.
  • C: O diretor os esperará até a tarde.
  • D: Os professores, eu sempre os estimei muito.
  • E: Mesmo os indisciplinados lhes obedecerão.

Em todas as frases a seguir foi feita a substituição de uma oração adjetiva por um adjetivo de valor semântico equivalente.
Assinale a frase em que essa substituição foi feita
  • A: As nações que estão em guerra. / beligerantes.
  • B: Um estudo que não aprofunda a questão. / superficial.
  • C: Um povo que é originário do próprio local onde vive. / autóctone.
  • D: Uma chuva que sofre várias interrupções. / intermitente.
  • E: Um ouvinte que presta muita atenção. / atencioso.

Assinale a opção em que ocorreu uma substituição da voz passiva com o verbo ser pela voz passiva com o pronome se de forma correta.
  • A: Este ano não será visto nenhum cometa / este ano não verse-á nenhum cometa.
  • B: O maracujá é utilizado como calmante / o maracujá se utiliza como calmante.
  • C: O coreto foi demolido por erro em sua construção / Se demoliu o coreto por erro em sua construção.
  • D: O crime seria finalmente esclarecido / Esclarecer-se-á finalmente o crime.
  • E: Foi visto um avião voando a grande altura / via-se um avião voando a grande altura.

“Se telefonar, não dirija!” é uma frase que se apoia em outra, mais conhecida: “Se dirigir, não beba!”.
A frase abaixo que não segue corretamente a mesma formação dessas duas frases é:
  • A: Em caso de telefonar, não dirija!
  • B: Caso telefones, não dirijas!
  • C: Caso dirijas, não telefones!
  • D: Se telefonares, não dirijas!
  • E: Caso telefonar, não dirija!

A alternativa em que o vocábulo sublinhado não está empregado em sentido irônico é:
  • A: “O uso de telefones celulares revolucionou a comunicação entre as pessoas”.
  • B: “...como vivíamos sem este aparelho fundamental na evolução da espécie”.
  • C: “Tão logo um cidadão adquire o santo instrumento da felicidade humana”.
  • D: “Tão logo um cidadão adquire o santo instrumento da felicidade humana”.
  • E: “Viciado em fazer ligações e responder imediatamente a chamados”.

A alternativa em que a relação entre os dois termos é
diferente das demais é:
  • A: o uso / de telefones celulares
  • B: o aumento / do risco de acidentes
  • C: o emprego / de equipamentos
  • D: o problema / do uso do celular
  • E: o estudo / de dados científicos

“Qualquer dúvida, por mais banal que seja, torna-se uma
urgência inadiável”; a oração sublinhada não equivale a:
  • A: embora seja muito banal
  • B: apesar de ser muito banal
  • C: contanto que seja muito banal
  • D: mesmo sendo muito banal
  • E: ainda que seja muito banal

“A mão se estende rapidamente ao celular. A ligação é feita.
Alívio geral”; Se juntarmos as três orações num só período, a
forma que respeita o sentido original do texto é:
  • A: A mão se estende rapidamente ao celular, mas a ligação é feita para o alívio geral.
  • B: A mão se estende rapidamente ao celular e, para alívio geral, a ligação é feita.
  • C: A mão se estende rapidamente ao celular e, apesar do alívio geral, a ligação é feita.
  • D: A mão se estende rapidamente ao celular, a ligação, porém, é feita, com alívio geral.
  • E: A mão se estende rapidamente ao celular enquanto a ligação é feita, para alívio geral.

Se telefonar, não dirija

O uso de telefones celulares revolucionou a comunicação entre as pessoas de forma que muitos esqueceram como vivíamos sem este aparelho fundamental à evolução da espécie. Tão logo um cidadão adquire o santo instrumento da felicidade humana, imediatamente se torna seu escravo. Viciado em fazer ligações e responder imediatamente a chamados.

Qualquer dúvida, por mais banal que seja, torna-se uma urgência inadiável. A mão se estende rapidamente ao celular. A ligação é feita. Alívio geral. Na maior parte do dia, isso, além de cômico, não faz muito mal. Exceto ao bolso.

Caso a pessoa esteja dirigindo, no entanto, falar ao telefone pode se transformar em tragédia. O estudo de dados científicos realizado há cinco anos demonstrou, claramente, a relação entre o uso do telefone celular e o aumento do risco de acidentes automobilísticos graves.

A maioria dessas pesquisas aponta para um momento de 4 a 5,9 vezes maior chance de o motorista se distrair e bater o carro. Recentemente, foram disseminados ao redor do mundo aparelhos capazes de garantir ao motorista a possibilidade de continuar a sua conversa telefônica sem precisar segurar o celular com uma das mãos. Os famosos métodos hands free, ou mãos livres: são fones de ouvido ligados diretamente ao telefone ou a tecnologia blue tooth, conectados sem fio, e ainda equipamentos viva-voz. Todos permitem telefonar mantendo as mãos ao volante.

O problema parecia ter sido resolvido, mas estudos publicados recentemente chamam a atenção para o perigo dessas tecnologias. Umas pesquisa realizada na Universidade do Arizona, em Phoenix, demonstrou que o emprego de equipamentos hands free não conseguiu reduzir de forma clara os riscos de acidentes automobilísticos. Basta falar ao telefone, segurando ou não o aparelho, que este risco aumenta em mais de quatro vezes. O estudo demonstrou que dirigir enquanto se fala ao telefone tem o mesmo nível de risco de acidentes que dirigir bêbado, intoxicado por etanol.

O problema do uso do celular ao volante não é das mãos, mas de cérebro. Problema de foco e atenção. Quando um indivíduo fala ao telefone, ele mobiliza uma parte importante do cérebro, responsável pela capacidade de atenção.

Os especialistas em segurança de trânsito sugerem leis para banir totalmente o uso do celular ao volante dos carros. Vai ser uma guerra contra os lobbies da indústria dos celulares e de seus acessórios.

(Carta Capital, julho 2009)


“A maioria dessas pesquisas aponta para um aumento...”; no
caso desse segmento do texto, há uma dupla possibilidade
de concordância, como no seguinte trecho:
  • A: As pesquisas sobre o tema privilegiaram a estética.
  • B: Um milhão de pesquisas já mostrou essa verdade.
  • C: Bandos de pesquisadores trabalhavam sobre o tema.
  • D: Os telefones celulares são um problema para a segurança.
  • E: Milhares de telefones celulares são empregados no Brasil.

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