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Quantos advérbios há nos versos?

O relógio
“Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa” (...) (Vinícius de Moraes)
  • A: 2
  • B: 3
  • C: 4
  • D: 5

Duelo
Eduardo Cajueiro

Razão e emoção: grande duelo.
A qual das duas eu recorro mais?
E qual das duas por certo me traz
A estabilidade por que zelo?
“Tens que ser forte”, diz-me a tal razão.
“Foge das picuinhas do amor.”
Mas como ter da vida algum sabor,
Se uma andorinha só não faz verão?
E ouço a ladainha entrementes:
“Afasta-te do amor que logo sentes,
Pr’o teu juízo não retroceder.”
Mas vem o coração pra decretar:
“O amor que faz a gente se encontrar
É o mesmo pelo qual se quer perder.”

Os questionamentos feitos pelo eu lírico apresentam seu desejo de
I- ser guiado somente pela razão.
II- obter equilíbrio e ser feliz acompanhado.
III- encontrar a felicidade por meio de um relacionamento amoroso.
IV- ser auxiliado pela razão ou pela emoção e sentir prazer pela vida.
Está correto o que se afirma em
  • A: I e IV.
  • B: I, II e III.
  • C: II, III e IV.
  • D: II e III apenas.

Duelo
Eduardo Cajueiro

Razão e emoção: grande duelo.
A qual das duas eu recorro mais?
E qual das duas por certo me traz
A estabilidade por que zelo?
“Tens que ser forte”, diz-me a tal razão.
“Foge das picuinhas do amor.”
Mas como ter da vida algum sabor,
Se uma andorinha só não faz verão?
E ouço a ladainha entrementes:
“Afasta-te do amor que logo sentes,
Pr’o teu juízo não retroceder.”
Mas vem o coração pra decretar:
“O amor que faz a gente se encontrar
É o mesmo pelo qual se quer perder.”

Considerando o que se diz sobre o amor e suas características nos dois últimos versos, assinale a alternativa que contém interpretação incorreta.
  • A: Leva as pessoas à perdição.
  • B: É essencialmente contraditório.
  • C: Conduz ao autoconhecimento e à loucura.
  • D: Propicia poucos encontros e muitos desencontros.

Duelo
Eduardo Cajueiro

Razão e emoção: grande duelo.
A qual das duas eu recorro mais?
E qual das duas por certo me traz
A estabilidade por que zelo?
“Tens que ser forte”, diz-me a tal razão.
“Foge das picuinhas do amor.”
Mas como ter da vida algum sabor,
Se uma andorinha só não faz verão?
E ouço a ladainha entrementes:
“Afasta-te do amor que logo sentes,
Pr’o teu juízo não retroceder.”
Mas vem o coração pra decretar:
“O amor que faz a gente se encontrar
É o mesmo pelo qual se quer perder.”

O duelo presente no soneto evidencia-se por meio
  • A: de um debate interno, cujo vencedor é o coração.
  • B: de ordens dadas pela razão ao coração, que levam o eu lírico a resignar-se.
  • C: de um conflito do eu lírico, acostumado a recorrer à razão em momentos difíceis.
  • D: da personificação dos opostos razão e emoção, mas que dialogam de maneira conciliável.

Leia com atenção o texto de Albert Camus:
“Não há vida sem diálogo. E, na maior parte do mundo, o diálogo está sendo substituído pela polêmica. O século XX é o século da polêmica e do insulto. Ela se trava entre as nações e os indivíduos e ocupa o espaço que era anteriormente ocupado pelo diálogo de reflexão. Milhares de vozes, dia e noite, praticando cada uma de seu lado um monólogo tumultuado, derramam sobre as pessoas uma torrente de palavras mistificadoras, ataques, defesas, exaltações...[...] Não há vida sem persuasão. E a história moderna não conhece nada além da intimidação”.

O texto abaixo que exemplifica o caso da intimidação do leitor é:
  • A: A sociedade atual, marcada pelo avanço científico e tecnológico, abriu caminhos para novas relações culturais, sociais e econômicas. Não sendo um mundo descolado de um contexto mais amplo, a escola não se constitui como um espaço inerte às tensões da sociedade. Exige-lhe mudanças nas formas de relações e interações, ao tratamento da informação e construção de conhecimentos que permitam a seus estudantes desvelar e participar ativamente na realidade;
  • B: É papel do abrigo reintegrar crianças e adolescentes institucionalizados a suas famílias, além de atuar visando à transformação da realidade vivida pela maioria das famílias que recorrem aos seus serviços. Dessa forma, os abrigos, suas diretorias, seus técnicos e funcionários atuarão de forma construtiva nas diversas etapas da reintegração, processo esse que sempre envolve a recuperação da autoestima, do valor e da dignidade da família;
  • C: Falar sobre diversidade na Educação Infantil ainda parece ser um tabu. Para algumas famílias, vários fatores podem complicar esse diálogo, geralmente influenciados por crenças pessoais que acabam interferindo nas percepções. Não é diferente para algumas professoras ou professores, que acabam evitando essa conversa pelos mesmos motivos, ou ainda, por não saberem muito bem como lidar com questões relacionadas à diversidade nas composições familiares;
  • D: Em um momento sócio-histórico no qual ecologia, sustentabilidade e educação ambiental perderam o status de temas emergentes e palavras de ordem para se tornarem fatores essenciais à sobrevivência humana, é fundamental investigar o que nossas escolas ensinam em termos de relações pessoa-ambiente;
  • E: A Educação Inclusiva surge praticamente como uma alternativa de socialização para pessoas excluídas da sociedade que viviam apenas no meio familiar. Muitas crianças com algum tipo de deficiência, há pouco tempo, não podiam participar e interagir ativamente do processo de ensino e aprendizagem no ambiente escolar junto com as crianças ditas “normais”. A partir de manifestações sociais, declarações e direitos garantidos em leis pode-se dizer que houve alteração nesse cenário.

Observe o seguinte texto de Pascal, que discute a distinção entre demonstrar e agradar: “Ninguém ignora que há dois caminhos por onde as opiniões são recebidas na alma, que são o entendimento e a vontade. O mais natural é o do entendimento, porque não deveríamos aceitar jamais a não ser as verdades demonstradas; mas o mais comum, embora contra a natureza, é o caminho da vontade porque todos os homens são levados sempre a crer não pela prova, mas pelo prazer. Esse caminho é baixo, indigno e estranho: assim todos o desaprovam”.

O segmento abaixo que se utiliza dos dois caminhos referidos por Pascal a fim de convencer o leitor é:
  • A: A partir desta semana as crianças já podem ser vacinadas contra a Covid, pois tanto a Anvisa como o Ministério da Saúde autorizaram essa vacinação, fundamentados em pesquisas e na experiência de outros países, o que deixa, em alguns casos, os pais tranquilos quanto à saúde dos filhos;
  • B: No livro A cidade e as serras, o romancista português Eça de Queiroz procura mostrar a superioridade destas sobre aquela, apoiado na tranquilidade do campo, na solidariedade dos habitantes do interior e em seu conservadorismo pacífico;
  • C: Todos os verbetes deste dicionário estão dispostos em ordem alfabética e contêm informações gramaticais, etimológicas e enciclopédicas, todas elas magnificamente embasadas em obras de nome consagrado;
  • D: O laudo da autópsia no corpo do artista, vítima de um acidente de trânsito em pleno centro da cidade de São Paulo, trazia a causa da morte como politraumatismo, em função da grande velocidade do veículo no momento da ocorrência;
  • E: Se você viajar a Portugal, não deixe de visitar o Santuário de Fátima, pois, mesmo para os que não possuem crença religiosa, as demonstrações de fé, sobretudo das pessoas mais humildes, emocionam a todos.

Em muitos momentos de nossa vida profissional, temos que apresentar uma ideia e defendê-la. Observe o texto a seguir, publicado há alguns anos, como mostra o tema da discussão:

“Frequentemente ouve-se dizer que a causa principal da distância dos jovens em relação à leitura é a televisão. Não vamos insistir aqui sobre os problemas que esse aparelho apresenta para a leitura e o estudo, mas desejo acrescentar duas reflexões: primeiro, que já Rousseau, no século XVIII, qualificava a leitura como ‘o castigo da juventude’, o que indica que, mesmo quando não havia televisão, ler também podia ser uma atividade pouco atrativa para muitos jovens. Em segundo lugar, que, apesar do que sempre se diz sobre a pouca leitura, nunca se leu tanto quanto agora e, às vezes, a televisão, ainda que pareça mentira, usada racionalmente, pode ajudar a ler. Assim, é frequente que as séries televisivas de mais audiência façam disparar a venda dos livros nos que se baseiam, como ocorreu com a série ‘Senhor dos Anéis’. Pode ser que esse cinema doméstico não ajude a promover a leitura, já que é mais passivo que o livro, exige menos esforço mental, é mais atrativo para os pequenos, mas em nenhum caso é a principal razão de que hoje em dia não se leia”.
Para defender sua ideia, o autor do texto apela para uma série de recursos argumentativos; a opção em que o recurso indicado está exemplificado adequadamente é:
  • A: o argumentador se refere a uma obra célebre, cuja alusão esteja a serviço da tese defendida: “Assim, é frequente que as séries televisivas de mais audiência façam disparar a venda dos livros nos que se baseiam, como ocorreu com a série ‘Senhor dos Anéis’”;
  • B: o argumentador, para facilitar a compreensão, relaciona dois domínios diferentes, apelando para uma analogia: “Assim, é frequente que as séries televisivas de mais audiência façam disparar a venda dos livros nos que se baseiam...”;
  • C: o argumentador introduz um outro ponto de vista na tese adversa: “Em segundo lugar, que, apesar do que sempre se diz sobre a pouca leitura, nunca se leu tanto quanto agora e, às vezes, a televisão, ainda que pareça mentira, usada racionalmente, pode ajudar a ler”;
  • D: o argumentador cita fatos, um testemunho, um caso particular, apresentados como provas: “Pode ser que esse cinema doméstico não ajude a promover a leitura, já que é mais passivo que o livro, exige menos esforço mental, é mais atrativo para os pequenos...”;
  • E: o argumentador apela para valores predominantes numa dada sociedade: “Não vamos insistir aqui sobre os problemas que esse aparelho apresenta para a leitura e o estudo...”.

Observe o texto a seguir.

Os nutricionistas acham que a alimentação humana precisa de uma modificação radical. Primeiro, porque é sumamente importante incentivar o consumo de legumes e frutas, que está em baixa. Se só fosse isso, o controle nutricional no ambiente familiar seria suficiente, mas ocorre também o alto consumo de alimentos industrializados, motivado pela pressa e pela falta das já antigas empregadas domésticas. E o consumo de carne, como fica? Ela também é necessária ou não? A alimentação é uma
questão de educação, centralizada no equilíbrio.

Esse é um texto argumentativo. Sobre a sua estruturação, a afirmação correta é:
  • A: os argumentos apresentados na defesa da tese adversária são parcialmente admitidos pelo argumentador, que deseja refutá-los;
  • B: os exemplos podem funcionar como argumentos, como acontece neste texto;
  • C: o texto começa pela exposição da tese contrária, que o autor deseja combater;
  • D: as perguntas inseridas no meio do texto funcionam como propostas de reflexão para o próprio autor;
  • E: as perguntas inseridas no meio do texto funcionam como propostas de reflexão para o próprio autor;

Muitos que escrevem exploram a riqueza da polissemia, ou seja, a possibilidade de um vocábulo mostrar mais de um significado.

A frase abaixo em que a polissemia NÃO está presente é:
  • A: Os espelhos fariam muito bem em refletir um pouco antes de reenviar as imagens;
  • B: Dentro das cápsulas de viagens interplanetárias, o espaço é cada vez maior;
  • C: Nos exames finais, o mestre teve uma prova do pouco estudo do aluno;
  • D: Muitas das aldeias portuguesas estão quase desabitadas;
  • E: O ator declarava que a sua vida tinha sido um teatro.

O objetivo do discurso argumentativo, como sabemos, é o de defender ou atacar um ponto de vista qualquer. A escolha de uma estratégia argumentativa é determinada em função da situação comunicativa global.
Observe, por exemplo, o texto a seguir.

É uma questão grave para os pais o estabelecimento de um limite de liberdade na educação dos filhos. Se os mais liberais dizem que a liberdade total é bastante educativa, os menos radicais defendem que o controle os prepara melhor para a vida futura. Se argumentamos que é triste o grande número de menores desajustados, a resposta é a de que eles são problemas menos graves do que os perfeitamente ajustados, mas infelizes.
Nesse caso, a estratégia argumentativa utilizada é:
  • A: a concessão, ou seja, aceitar um aspecto da tese contrária, seja para mostrar adesão parcial, seja para antecipar uma eventual objeção;
  • B: a refutação, que consiste em examinar cada um dos argumentos de uma tese, contestando o principal deles;
  • C: a adesão, que consiste em aderir completamente a uma tese apresentada;
  • D: a confrontação, que compara dois argumentos, mostrando pontos de divergência ou convergência;
  • E: o exame crítico, que revê os principais argumentos que defendem uma tese, mostrando seus pontos fortes e fracos.

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