Questões de Português para Concursos

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Depreende-se do texto CB1A1AAA que a “sensação íntima de derrota pessoal” (linhas 3 e 4) que levava Damião a “isolar-se num canto do terreiro, metido consigo” (linha 5) se devia ao fato de
  • A: ele não ser dono de jornal ou político.
  • B: ele ter perdido a esperança de ser professor do Liceu ou do Seminário de Santo Antônio.
  • C: ele estar desempregado e não ter meios para lutar contra a escravidão
  • D: a Lei do Ventre Livre ter sido promulgada.
  • E: o Dr. Sotero dos Reis, seu mestre e amigo, ter morrido.

Frei Caneca e a Virgem Maria
No dia 13 de janeiro de 1825, um condenado caminhava com passos firmes na direção da forca, no centro do Recife. Era o frei Joaquim do Amor Divino Caneca, o lendário Frei Caneca, lutador incansável pela independência do Brasil. Ele tinha participado da revolta da Confederação do Equador, sufocada pelo governo de Pernambuco. Vestia o hábito da Irmandade da Madre de Deus. Sob o olhar curioso da multidão, foi submetido ao degradante ritual da desautoração*, perdendo os direitos eclesiásticos, para que pudesse enfrentar o suplício da forca.
Impassível e altivo, deixou que os monges despissem suas vestes sagradas. Permaneceu firme quando recebeu na tonsura** o golpe simbólico da excomunhão. O carrasco já se preparava para o gesto fatal, quando recuou, com o rosto pálido, dizendo que a Virgem Maria estava junto ao condenado. Veio então o ajudante do carrasco, que também se recusou a executar Frei Caneca, diante da visão da Virgem Maria. Aí foram buscar dois escravos. E esses, mesmo duramente açoitados, negaram-se a participar da execução. O juiz mandou
trazer dois presos da cadeia pública e lhes ofereceu a liberdade em troca da execução de Frei Caneca. E eles igualmente se negaram, alegando a visão da Virgem Maria.
Mas era preciso matar Frei Caneca de qualquer jeito, como exemplo para desencorajar futuros conspiradores. O
juiz então ordenou que ele fosse fuzilado. Percebendo que os soldados tremiam com as armas na mão, Frei Caneca procurou exortá-los:
– Vamos, meus amigos. Não me façam sofrer muito. Virgem Maria há de compreender os vossos temores. Tenham fé, ela já os perdoou.
E os tiros provocaram um arrepio na multidão silenciosa. (Eloy Terra. 500 anos: Crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)
*Desautoração: privação da dignidade do cargo, como medida punitiva.

**Tonsura: corte redondo dos cabelos no topo da cabeça dos clérigos.

Considerando-se as características do texto, é correto afirmar que se trata do tipo
  • A: dissertativo, com discussão de ideias.
  • B: dissertativo, com pontos de vista de personagens.
  • C: narrativo, com apresentação de uma tese.
  • D: descritivo, com caracterização de ambiente.
  • E: narrativo, com exposição de fatos.

Frei Caneca e a Virgem Maria

No dia 13 de janeiro de 1825, um condenado caminhava com passos firmes na direção da forca, no centro do Recife. Era o frei Joaquim do Amor Divino Caneca, o lendário Frei Caneca, lutador incansável pela independência do Brasil. Ele tinha participado da revolta da Confederação do Equador, sufocada pelo governo de Pernambuco. Vestia o hábito da Irmandade da Madre de Deus. Sob o olhar curioso da multidão, foi submetido ao degradante ritual da desautoração*, perdendo os direitos eclesiásticos, para que pudesse enfrentar o suplício da forca.

Impassível e altivo, deixou que os monges despissem suas vestes sagradas. Permaneceu firme quando recebeu na tonsura** o golpe simbólico da excomunhão. O carrasco já se preparava para o gesto fatal, quando recuou, com o rosto pálido, dizendo que a Virgem Maria estava junto ao condenado. Veio então o ajudante do carrasco, que também se recusou a executar Frei Caneca, diante da visão da Virgem Maria. Aí foram buscar dois escravos. E esses, mesmo duramente açoitados, negaram-se a participar da execução. O juiz mandou
trazer dois presos da cadeia pública e lhes ofereceu a liberdade em troca da execução de Frei Caneca. E eles igualmente se negaram, alegando a visão da Virgem Maria.

Mas era preciso matar Frei Caneca de qualquer jeito, como exemplo para desencorajar futuros conspiradores. O
juiz então ordenou que ele fosse fuzilado. Percebendo que os soldados tremiam com as armas na mão, Frei Caneca procurou exortá-los:

– Vamos, meus amigos. Não me façam sofrer muito. Virgem Maria há de compreender os vossos temores. Tenham fé, ela já os perdoou.

E os tiros provocaram um arrepio na multidão silenciosa. (Eloy Terra. 500 anos: Crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado)

*Desautoração: privação da dignidade do cargo, como medida punitiva.

**Tonsura: corte redondo dos cabelos no topo da cabeça dos clérigos.

É correto afirmar que o texto trata de um episódio histórico
  • A: notável, contendo manifestações de religiosidade.
  • B: rotineiro, ocorrido em circunstâncias previsíveis.
  • C: vergonhoso, destacando a crueldade do carrasco.
  • D: incomum, expondo contradições da lei.
  • E: invulgar, com críticas ao registro da ocorrência.


No texto CB3A2EEE, as diferenças de classe existentes entre o eu lírico e os homens que produzem o açúcar são expressas de modo mais contundente na




  • A: quinta estrofe.
  • B: sexta estrofe.
  • C: primeira estrofe.
  • D: terceira estrofe.
  • E: quarta estrofe.


No texto CB3A2EEE, a cor e o gosto doce do açúcar são contrapostos, respectivamente,




  • A: à aparência dos canaviais e ao sabor da cana-de-açúcar.
  • B: à coloração e ao sabor do café.
  • C: à iluminação das usinas onde o produzem e à vida dos homens que o produzem.
  • D: à cor da pele e à situação de analfabetismo dos homens que o produzem.
  • E: às paisagens de Pernambuco e de Ipanema.


No texto CB3A2EEE, o eu lírico




  • A: expõe as razões que explicam a sua superioridade em relação aos homens que produzem o açúcar.
  • B: ressalta a qualidade do trabalho dos homens que produzem o açúcar.
  • C: critica a classe social dos homens que produzem o açúcar.
  • D: questiona a passividade dos homens que produzem o açúcar.
  • E: reflete sobre a desigualdade social existente entre os homens que consomem e os que produzem o açúcar.


No texto CB3A2EEE, o foco da crítica do eu lírico é a exploração




  • A: da força de trabalho dos homens pobres.
  • B: das classes operárias.
  • C: do trabalho infantil.
  • D: da mão de obra escrava.
  • E: dos moradores da zona rural.



Assinale a alternativa que dá outra redação a uma das falas da tira, mantendo-a de acordo com a norma-padrão.
  • A: Será bom se eu obter um ponto por originalidade.
  • B: Um pronome é um nome favorável à todos os nomes.
  • C: Seria bom se eu obtivesse um ponto por originalidade.
  • D: Preciso de ajuda para mim concluir a tarefa. Um pronome, o que é?
  • E: Careço sua ajuda na minha tarefa. Do que se trata um pronome?


Infere-se da leitura do texto CB3A2DDD que




  • A: o poder de destruição dos armamentos bélicos mantém o ser humano em sobressalto permanente.
  • B: a inteligência do homem destruiu-lhe a capacidade de luta.
  • C: a exploração espacial é a única forma de evitar a extinção da vida pelos armamentos bélicos.
  • D: a inteligência do homem prevalece sobre o poder de destruição dos armamentos bélicos.
  • E: o homem perdeu o controle sobre o poder de destruição dos armamentos bélicos.



O comentário do garoto Calvin, no último quadrinho, sugere que
  • A: o tigre costuma lhe dar respostas apreciadas pelos professores.
  • B: tanto o garoto quanto o tigre apreciam tarefas que desafiam a criatividade.
  • C: ele está certo de que sua nota corresponderá à originalidade da resposta.
  • D: ele não confia em que a resposta do tigre esteja correta.
  • E: o tigre é a garantia de que o garoto cumpra suas tarefas com precisão.

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