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Leia o texto abaixo para responder à questão 18.

Neologismo

Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
(Manuel Bandeira)
Com base no poema de Manuel Bandeira e em seus conhecimentos sobre sintaxe, gênero poético e ortografia, pode-se afirmar que
  • A: a invenção a que se refere o autor dá-se por um processo de neologismo verbal, no qual o objeto direto, representado por um pronome oblíquo átono, é fundido a um verbo, de modo a formar outro verbo de regência própria.
  • B: o sujeito do verbo inventar em “inventei (...) o verbo teodorar” é “verbo teodorar”.
  • C: os verbos “beijar” e “falar”, no texto, são transitivos diretos.
  • D: o verbo “inventar”, no texto, é intransitivo.
  • E: o pronome relativo “que”, em “que traduzem a ternura mais funda” funciona sintaticamente como objeto direto da oração adjetiva.

Debaixo da ponte
Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás porque luz e gás não consumiam. Não reclamavam da falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, receber amigos, fazer os amigos desfrutarem comodidades internas da ponte.
À tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava: nem só a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho. Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma casa, se soubermos habitá-lo, principalmente o ar da rua. O que morava não se sabe onde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne. (Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
 Assinale a alternativa que reescreve os trechos destacados nas passagens – ... embora não conviesse atirá-lo em parte alguma... / ... a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho. –, conjugando correta e respectivamente seus verbos.
  • A: porque não convinha / quando ninguém dispor
  • B: se não convir / se alguém não dispor
  • C: quando não convir / porque eles não dispunham
  • D: embora não convenha / caso eles não disporem
  • E: se não convier / se alguém não dispuser

Leia o texto abaixo, retirado de uma sentença, e responda às questões 16 e 17.

Oficie-se à Ouvidoria Judiciária, encaminhando-se cópia da presente sentença.
Sem prejuízo, cumpra o cartório o determinado à fl. 480, 4º
parágrafo, procedendo-se o traslado e desapensamento
necessários.
Publique-se. Registre-se. Intime-se.
X
Juiz de Direito

Nesse excerto de sentença, há predominância do tipo textual
  • A: argumentativo, de forma que o que se quer prioritariamente é o convencimento.
  • B: narrativo, alicerçado no enredo dos fatos.
  • C: descritivo, ligado às relações substantivo-adjetivo, no texto.
  • D: expositivo, materializado apenas por informações.
  • E: injuntivo, ratificado por orientações, que se configuram em ordem.

Debaixo da ponte
Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás porque luz e gás não consumiam. Não reclamavam da falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, receber amigos, fazer os amigos desfrutarem comodidades internas da ponte.
À tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava: nem só a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho. Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma casa, se soubermos habitá-lo, principalmente o ar da rua. O que morava não se sabe onde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne. (Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
 

Na passagem – Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma... – os pronomes destacados expressam, correta e respectivamente, as ideias de
  • A: parte indiscriminada; parte definida.
  • B: parte toda; parte certa.
  • C: parte indeterminada; parte nenhuma.
  • D: parte inadequada; parte adequada.
  • E: parte incerta; parte certa.

Leia o texto abaixo, retirado de uma sentença, e responda às questões 16 e 17.
Oficie-se à Ouvidoria Judiciária, encaminhando-se cópia da presente sentença.
Sem prejuízo, cumpra o cartório o determinado à fl. 480, 4º
parágrafo, procedendo-se o traslado e desapensamento
necessários.
Publique-se. Registre-se. Intime-se.
X
Juiz de Direito
No gênero textual sentença, apresentado acima, a utilização das partículas “se” possui função textual de indicar
  • A: exclusivamente a indeterminação do sujeito.
  • B: necessariamente a indeterminação do agente da ação verbal
  • C: a reflexividade verbal.
  • D: por meio de caráter expletivo, o estilo textual
  • E: a reciprocidade sujeito-objeto da ação verbal.

Debaixo da ponte
Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás porque luz e gás não consumiam. Não reclamavam da falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, receber amigos, fazer os amigos desfrutarem comodidades internas da ponte.
À tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava: nem só a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho. Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma casa, se soubermos habitá-lo, principalmente o ar da rua. O que morava não se sabe onde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne. (Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
 
É correto afirmar que, na passagem – Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. –, os dois-pontos são empregados para introduzir uma
  • A: conclusão, podendo ser substituídos pela conjunção “portanto”.
  • B: condição, podendo ser substituídos pela conjunção “se”.
  • C: concessão, podendo ser substituídos pela conjunção “embora”.
  • D: explicação, podendo ser substituídos pela conjunção “pois”.
  • E: comparação, podendo ser substituídos pela conjunção “como”.


O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é responsável pelo direcionamento de grande parte da Ortografia Oficial. O TEXTO II, excerto de verbete extraído do Dicionário Houaiss, prevê um signo cuja ortografia foi modificada pelo Novo Acordo Ortográfico. Assinale a alternativa em que o signo também foi alterado pelo Novo Acordo.
  • A: oi (interjeição)
  • B: dói (presente do indicativo do verbo doer)
  • C: apóio (presente do indicativo do verbo apoiar)
  • D: apoio (substantivo)
  • E: destróier (substantivo)


O gênero textual verbete de dicionário, além de apresentar aspectos acerca da etimologia (origem da palavra), informa o leitor sobre a grafia e o significado dos signos linguísticos. O TEXTO I, trata-se de um verbete retirado do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Nesse verbete, quando o leitor se inteira sobre o significado da palavra "sofisticado", ocorre
  • A: reação de estranhamento, em razão do valor semântico informado nos itens 1, 2, 3, 4 e 5 do verbete, tendo-se como base o senso comum.
  • B: quebra de expectativa, caso sejam observados apenas os itens 6, 7 e 8 do verbete, com base no senso comum.
  • C: quebra de expectativa, caso sejam observados apenas os itens 1, 7 e 8 do verbete, com base no senso comum.
  • D: reação de estranhamento, em razão do valor semântico informado nos itens 6, 7 e 8 do verbete, tendo-se como base o senso comum
  • E: quebra de expectativa, caso sejam observados apenas os itens 3, 5 e 8 do verbete, com base no senso comum.

Debaixo da ponte
Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás porque luz e gás não consumiam. Não reclamavam da falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, receber amigos, fazer os amigos desfrutarem comodidades internas da ponte.
À tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava: nem só a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho. Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma casa, se soubermos habitá-lo, principalmente o ar da rua. O que morava não se sabe onde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne. (Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
 

A alternativa que substitui o trecho destacado na passagem – Oficialmente, não é lugar onde se more... – de acordo com a norma-padrão de regência é:
  • A: aonde se vá
  • B: em que se venha
  • C: em que se vá
  • D: aonde se esteja
  • E: aonde se viva

Debaixo da ponte
Moravam debaixo da ponte. Oficialmente, não é lugar onde se more, porém eles moravam. Ninguém lhes cobrava aluguel, imposto predial, taxa de condomínio: a ponte é de todos, na parte de cima; de ninguém, na parte de baixo. Não pagavam conta de luz e gás porque luz e gás não consumiam. Não reclamavam da falta d’água, raramente observada por baixo de pontes. Problema de lixo não tinham; podia ser atirado em qualquer parte, embora não conviesse atirá-lo em parte alguma, se dele vinham muitas vezes o vestuário, o alimento, objetos de casa. Viviam debaixo da ponte, podiam dar esse endereço a amigos, receber amigos, fazer os amigos desfrutarem comodidades internas da ponte.
À tarde surgiu precisamente um amigo que morava nem ele mesmo sabia onde, mas certamente morava: nem só a ponte é lugar de moradia para quem não dispõe de outro rancho. Há bancos confortáveis nos jardins, muito disputados; a calçada, um pouco menos propícia; a cavidade na pedra, o mato. Até o ar é uma casa, se soubermos habitá-lo, principalmente o ar da rua. O que morava não se sabe onde vinha visitar os de debaixo da ponte e trazer-lhes uma grande posta de carne. (Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
Observando-se a relação de sentido entre as orações da passagem – Não pagavam conta de luz e gás porque luz e gás não consumiam. –, pode-se afirmar, corretamente, que a oração destacada expressa, em relação à que a precede, a noção de
  • A: modo.
  • B: tempo.
  • C: lugar.
  • D: condição.
  • E: causa.

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