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O Clube dos Suicidas
A senhora – o que foi que tomou mesmo? Comprimidos. Não sabe que comprimidos? Gardenal. Tomou Gardenal. Muitos? Cuidado, não pise no fio do microfone. Dez comprimidos. E o que foi que sentiu? Uma tontura gostosa! Vejam só, uma tontura gostosa! Não é notável? Uma tontura gostosa. E foi por causa de quem? Olha o fio. Do marido. O marido bebia. Batia também? Batia. Voltava bêbado e batia. Quebrava toda a louça. Agora prometeu se regenerar. E ela não vai mais tomar Gardenal. Palmas. Olha o fio. Fica ali, à esquerda. Ali, junto com as outras. Depois recebe o brinde. Aproveito este breve intervalo para anunciar que a moça loira da semana passada – lembram, aquela que tomou ri-do--rato? Morreu. Morreu ontem. A família veio aqui me avisar. Foi uma dura lição, infelizmente ela não poderá aproveitar. Outros o farão. E a senhora? Ah, não foi a senhora, foi a menina. Que idade tem ela? Dez. Tomou querosene? Por que a senhora bateu nela? A senhora não bate mais, ouviu? E tu não toma mais querosene, menina. A propósito, que tal o gosto? Ruim. Não tomou com guaraná? Ontem esteve aqui uma que tomou com guaraná. Diz que melhorou o gosto. Não sei, nunca provei. De qualquer modo, bem-vinda ao nosso Clube. Fica ali, junto com as outras. Cuidado com o fio. Olha um homem! Homem é raro aqui. O que foi que houve? A mulher lhe deixou? Miserável. Ah, não foi a mulher. Perdeu o emprego. Também não é isto. Fala mais alto! Está desenganado. É câncer? Não sabe o que é. Quem foi que desenganou? Os doutores às vezes se enganam. Fica ali à esquerda e aguarde o brinde. E esta moça? Foi Flit? Tu pensas que é barata,  minha filha? Vai ali para a esquerda. Olha o fio, olha o fio. E esta senhora, tão velhinha – já me disseram que a senhora quis se enforcar. É verdade? Com o fio do ferro elétrico, quem diria! E dá? Mostra para nós como é que foi. Pode usar o fio do microfone. (Moacyr Scliar, Os melhores contos, 1996)
Nos trechos “Cuidado, não pise no fio do microfone.”, “Fica ali, à esquerda.” e “Mostra para nós como é que foi.”, o apresentador emprega o verbo no imperativo, respectivamente, com as seguintes finalidades:
  • A: advertência, solicitação e ordem.
  • B: solicitação, pedido e pedido.
  • C: pedido, orientação e ordem.
  • D: advertência, orientação e pedido.
  • E: ordem, solicitação e orientação.


No trecho – o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga... (6º parágrafo) –, a informação em destaque sugere que
  • A: o Ibama isentará a Vale da multa.
  • B: a multa poderá deixar de ser paga.
  • C: o pagamento da multa será rápido.
  • D: a Vale deverá concordar com a multa.
  • E: o pagamento da multa é optativo.

O Clube dos Suicidas
A senhora – o que foi que tomou mesmo? Comprimidos. Não sabe que comprimidos? Gardenal. Tomou Gardenal. Muitos? Cuidado, não pise no fio do microfone. Dez comprimidos. E o que foi que sentiu? Uma tontura gostosa! Vejam só, uma tontura gostosa! Não é notável? Uma tontura gostosa. E foi por causa de quem? Olha o fio. Do marido. O marido bebia. Batia também? Batia. Voltava bêbado e batia. Quebrava toda a louça. Agora prometeu se regenerar. E ela não vai mais tomar Gardenal. Palmas. Olha o fio. Fica ali, à esquerda. Ali, junto com as outras. Depois recebe o brinde. Aproveito este breve intervalo para anunciar que a moça loira da semana passada – lembram, aquela que tomou ri-do--rato? Morreu. Morreu ontem. A família veio aqui me avisar. Foi uma dura lição, infelizmente ela não poderá aproveitar. Outros o farão. E a senhora? Ah, não foi a senhora, foi a menina. Que idade tem ela? Dez. Tomou querosene? Por que a senhora bateu nela? A senhora não bate mais, ouviu? E tu não toma mais querosene, menina. A propósito, que tal o gosto? Ruim. Não tomou com guaraná? Ontem esteve aqui uma que tomou com guaraná. Diz que melhorou o gosto. Não sei, nunca provei. De qualquer modo, bem-vinda ao nosso Clube. Fica ali, junto com as outras. Cuidado com o fio. Olha um homem! Homem é raro aqui. O que foi que houve? A mulher lhe deixou? Miserável. Ah, não foi a mulher. Perdeu o emprego. Também não é isto. Fala mais alto! Está desenganado. É câncer? Não sabe o que é. Quem foi que desenganou? Os doutores às vezes se enganam. Fica ali à esquerda e aguarde o brinde. E esta moça? Foi Flit? Tu pensas que é barata,  minha filha? Vai ali para a esquerda. Olha o fio, olha o fio. E esta senhora, tão velhinha – já me disseram que a senhora quis se enforcar. É verdade? Com o fio do ferro elétrico, quem diria! E dá? Mostra para nós como é que foi. Pode usar o fio do microfone. (Moacyr Scliar, Os melhores contos, 1996)
Observe as passagens:

• Tomou querosene? [...] Ontem esteve aqui uma que tomou com guaraná. Diz que melhorou o gosto. Não sei, nunca provei.
• Olha um homem! Homem é raro aqui. [...] Está desenganado. É câncer? Não sabe o que é. Quem foi que desenganou?

Considerando o emprego e a colocação de pronomes, em conformidade com a norma-padrão, as frases em destaque podem ser assim reescritas, respectivamente:
  • A: Não sei, nunca lhe provei. / Quem foi que desenganou você?
  • B: Não sei, nunca o provei. / Quem foi que o desenganou?
  • C: Não sei, nunca provei-o. / Quem foi que desenganou-lhe?
  • D: Não sei, nunca provei ele. / Quem foi que desenganou ele?
  • E: Não sei, nunca provei-lhe. / Quem foi que desenganou-lhe?



É coerente com as informações do texto a ideia de que
  • A: a tragédia em Bento Rodrigues foi um acontecimento único no país, uma vez que os documentos mostram que as barragens brasileiras são seguras.
  • B: a instalação de comissões para tratar dos desastres ambientais permite que os auxílios às vítimas sejam garantidos com maior rapidez e menos burocracia.
  • C: a punição severa aos reais culpados pelos estragos causados com as catástrofes ambientais decorre da revolta que normalmente acomete a população.
  • D: a efetividade das ações para punir os responsáveis pelos desastres ambientais depende da rapidez nas investigações e da identificação dos culpados.
  • E: Brumadinho entrou nos noticiários do Brasil como a localidade onde ocorreu uma tragédia inédita com o rompimento de uma barragem vista como segura

O Clube dos Suicidas
A senhora – o que foi que tomou mesmo? Comprimidos. Não sabe que comprimidos? Gardenal. Tomou Gardenal. Muitos? Cuidado, não pise no fio do microfone. Dez comprimidos. E o que foi que sentiu? Uma tontura gostosa! Vejam só, uma tontura gostosa! Não é notável? Uma tontura gostosa. E foi por causa de quem? Olha o fio. Do marido. O marido bebia. Batia também? Batia. Voltava bêbado e batia. Quebrava toda a louça. Agora prometeu se regenerar. E ela não vai mais tomar Gardenal. Palmas. Olha o fio. Fica ali, à esquerda. Ali, junto com as outras. Depois recebe o brinde. Aproveito este breve intervalo para anunciar que a moça loira da semana passada – lembram, aquela que tomou ri-do--rato? Morreu. Morreu ontem. A família veio aqui me avisar. Foi uma dura lição, infelizmente ela não poderá aproveitar. Outros o farão. E a senhora? Ah, não foi a senhora, foi a menina. Que idade tem ela? Dez. Tomou querosene? Por que a senhora bateu nela? A senhora não bate mais, ouviu? E tu não toma mais querosene, menina. A propósito, que tal o gosto? Ruim. Não tomou com guaraná? Ontem esteve aqui uma que tomou com guaraná. Diz que melhorou o gosto. Não sei, nunca provei. De qualquer modo, bem-vinda ao nosso Clube. Fica ali, junto com as outras. Cuidado com o fio. Olha um homem! Homem é raro aqui. O que foi que houve? A mulher lhe deixou? Miserável. Ah, não foi a mulher. Perdeu o emprego. Também não é isto. Fala mais alto! Está desenganado. É câncer? Não sabe o que é. Quem foi que desenganou? Os doutores às vezes se enganam. Fica ali à esquerda e aguarde o brinde. E esta moça? Foi Flit? Tu pensas que é barata,  minha filha? Vai ali para a esquerda. Olha o fio, olha o fio. E esta senhora, tão velhinha – já me disseram que a senhora quis se enforcar. É verdade? Com o fio do ferro elétrico, quem diria! E dá? Mostra para nós como é que foi. Pode usar o fio do microfone. (Moacyr Scliar, Os melhores contos, 1996)
Há palavra ou expressão empregada em sentido figurado na passagem:
  • A: Foi uma dura lição, infelizmente ela não poderá aproveitar. Outros o farão.
  • B: E esta senhora, tão velhinha – já me disseram que a senhora quis se enforcar.
  • C: E tu não toma mais querosene, menina. A propósito, que tal o gosto?
  • D: Do marido. O marido bebia. Batia também? Batia. Voltava bêbado e batia.
  • E: Os doutores às vezes se enganam. Fica ali à esquerda e aguarde o brinde.

Leia a tira



De acordo com o ponto de vista dos alienígenas,
  • A: acabar com o ódio e a intolerância está além de suas capacidades.
  • B: ajudar os humanos implica rápido combate ao ódio e à intolerância.
  • C: viver na Terra é como viver em seu planeta, com ódio e intolerância.
  • D: vir de longe e encontrar ódio e intolerância na Terra é algo mágico.
  • E: ser mágico não implica poder acabar com o ódio e a intolerância.

O Clube dos Suicidas
A senhora – o que foi que tomou mesmo? Comprimidos. Não sabe que comprimidos? Gardenal. Tomou Gardenal. Muitos? Cuidado, não pise no fio do microfone. Dez comprimidos. E o que foi que sentiu? Uma tontura gostosa! Vejam só, uma tontura gostosa! Não é notável? Uma tontura gostosa. E foi por causa de quem? Olha o fio. Do marido. O marido bebia. Batia também? Batia. Voltava bêbado e batia. Quebrava toda a louça. Agora prometeu se regenerar. E ela não vai mais tomar Gardenal. Palmas. Olha o fio. Fica ali, à esquerda. Ali, junto com as outras. Depois recebe o brinde. Aproveito este breve intervalo para anunciar que a moça loira da semana passada – lembram, aquela que tomou ri-do--rato? Morreu. Morreu ontem. A família veio aqui me avisar. Foi uma dura lição, infelizmente ela não poderá aproveitar. Outros o farão. E a senhora? Ah, não foi a senhora, foi a menina. Que idade tem ela? Dez. Tomou querosene? Por que a senhora bateu nela? A senhora não bate mais, ouviu? E tu não toma mais querosene, menina. A propósito, que tal o gosto? Ruim. Não tomou com guaraná? Ontem esteve aqui uma que tomou com guaraná. Diz que melhorou o gosto. Não sei, nunca provei. De qualquer modo, bem-vinda ao nosso Clube. Fica ali, junto com as outras. Cuidado com o fio. Olha um homem! Homem é raro aqui. O que foi que houve? A mulher lhe deixou? Miserável. Ah, não foi a mulher. Perdeu o emprego. Também não é isto. Fala mais alto! Está desenganado. É câncer? Não sabe o que é. Quem foi que desenganou? Os doutores às vezes se enganam. Fica ali à esquerda e aguarde o brinde. E esta moça? Foi Flit? Tu pensas que é barata,  minha filha? Vai ali para a esquerda. Olha o fio, olha o fio. E esta senhora, tão velhinha – já me disseram que a senhora quis se enforcar. É verdade? Com o fio do ferro elétrico, quem diria! E dá? Mostra para nós como é que foi. Pode usar o fio do microfone. (Moacyr Scliar, Os melhores contos, 1996)
Considerando o sentido global do texto, o ápice do efeito de humor na história decorre da situação
  • A: da mulher, que tomou Gardenal porque vivia sob ameaça do marido.
  • B: da menina, que tomou querosene e que passou a entrevistar o apresentador.
  • C: da mãe da menina, que pôs guaraná no querosene que a filha ingeriu.
  • D: do homem, a quem o apresentador sugere que desconfie dos médicos.
  • E: da senhora, a quem o apresentador libera o uso do fio do microfone.



A fala de Calvin no último quadrinho – A vida é muito inconveniente. – significa que o menino a considera
  • A: bastante adequada.
  • B: eventualmente inoportuna.
  • C: muito vantajosa.
  • D: demasiadamente incômoda.
  • E: provavelmente descomplicada.



No 3° quadrinho, nas três ocorrências, o sentido da preposição “sem” e o das expressões que ela forma são, respectivamente, de
  • A: negação e causa.
  • B: adição e condição.
  • C: ausência e modo.
  • D: falta e consequência.
  • E: exceção e intensidade.



A leitura do último quadrinho permite concluir que Calvin e Haroldo
  • A: têm opiniões divergentes em relação às facilidades proporcionadas pela tecnologia, engrandecidas pelo garoto.
  • B: reconhecem que a vida será mais fácil no futuro, já que as pessoas não precisarão sair do conforto desuas casas.
  • C: concordam quanto às facilidades da vida no futuro, mas discordam quanto à necessidade de interação humana.
  • D: têm ideias pouco precisas em relação ao tempo futuro, a ponto de o tigre dizer que as pessoas nãoviverão mais.
  • E: acreditam que as facilidades do futuro, apesar de esperadas, serão, ao final de contas, irrelevantes para as pessoas.

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