Questões de Português para Concursos

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Dentro da teoria de gêneros textuais defendida por Marcuschi (2008), o suporte de um gênero, locus físico ou virtual, não é capaz de determinar o gênero, e sim o gênero exige um suporte específico.

Tomando como base as diversas situações comunicativas com o uso da sequência textual apresentada, relacione o nome do gênero textual ao seu respectivo suporte.

I. Se o texto estiver escrito em um papel colocado sobre a mesa da pessoa indicada (Paulo), pode ser um convite.
II. Se o texto for passado pela secretária eletrônica de Verônica a Paulo, trata-se de um bilhete.
III. Se o texto estiver escrito em um papel colocado sobre a mesa da pessoa indicada (Paulo), pode ser um bilhete.
IV. Se o texto for remetido pelos correios, em um formulário próprio, pode ser um recado.
V. Se o texto for remetido pelos correios, em um formulário próprio, pode ser um telegrama.

Aponte a alternativa em que todas as afirmativas são FALSAS.
  • A: I, II, III e IV apenas.
  • B: I, III e IV apenas.
  • C: I, II e IV apenas.
  • D: III, IV apenas.
  • E: I, II, III, IV e V.

Partindo do pressuposto de Marcuschi (2008), “Um texto é uma proposta de sentido e ele só se completa com a participação do seu leitor/ouvinte. Na produção de um texto, não entram apenas fenômenos estritamente linguísticos”.

Conforme as teorias do texto, evidencia-se na charge um aspecto curioso que coopera para a construção do sentido:
  • A: A presença de orações sequenciadas, porque mesmo não havendo somente elementos linguísticos, os não linguísticos são capazes de dá movimento ao texto por meio das imagens.
  • B: Serve-se de um sistema semiótico diferente do que o linguístico, uma vez que se trata de um gênero multimodal, como todas as charges.
  • C: Não se restringe ao uso da linguagem articulada, já que a dupla articulação se mantém empírica nas sequências interpretativas, em um contexto social de produção pautado no discurso político.
  • D: A ausência de orações sequenciadas, porque mesmo não havendo elementos linguísticos, os não linguísticos são capazes de dá movimento ao texto por meio das imagens.
  • E: Não se serve de uma sistema semiótico diferente do linguístico, mesmo que se trate de uma gênero multimodal.

Na charge apresentada, há a reprodução de um ato de fala bastante reconhecido socialmente, em que a sequência de imagens, mediante a utilização da linguagem verbal e não verbal, produzem os efeitos desejados. No texto de humor existem aspectos referenciais que são estimulados por meio do conhecimento prévio.

Em conformidade com o texto, para uma efetiva interpretação, pode-se levar em conta que:

I. O personagem em questão, à época ocupando o cargo de Ministro da Saúde, refere-se ao político José Serra.
II. A visita desse ministro a São Paulo e a agressão por ele sofrida foi a de ser lançado um ovo em seu rosto.
III. O ato de lançar ovos, tomates ou tortas em personagens públicos como sinal de protesto não é uma ação individual, mas típica de culturas democráticas.
IV. A situação hilária foi produzida com a dubiedade da interpretação referencial, que se produziu com um “equívoco” referencial de efeitos específicos.

Aponte a alternativa VERDADEIRA.
  • A: I, II e IV apenas.
  • B: I, II e III apenas.
  • C: I, III e IV apenas.
  • D: II e III apenas.
  • E: I, II, III e IV.

Conforme o que foi discutido no texto:
  • A: As regras da gramática normativa seguem padrões determinados historicamente, entretanto, a sua incorporação na língua se dá paulatinamente.
  • B: Devido ao caráter da língua ser sistemático, as mudanças linguísticas independem dos usuários.
  • C: As mudanças linguísticas obedecem a regras instituídas pela própria língua e acordadas pelos falantes, assim todas as mudanças são permitidas e determinadas que se estabeleçam.
  • D: As mudanças só são permitidas repentinamente, sem controle dos usuários da língua.
  • E: Só há de fato mudanças potenciais se houver regras prescritivas para isso.



Para definir o que é ou não adequado para o uso da língua, a prescrição da linguagem e a gramática tradicional estabelecem normas que definem a estética ideal para a escrita, taxando como “erro” as demais convenções. Diante disso, a escola age como disseminadora do “falso uso da língua”, como evidenciado no poema, unificando a gramática.

Diante do texto poético apresentado, aponte como o professor de Língua Portuguesa pode trabalhar o ensino de gramática em sala de aula.
  • A: Apresentando uma gramática predominantemente descritiva, preocupada em apontar o “certo” e o “errado”, dicotomicamente extremados, em que falar e escrever bem seja uma questão de falar e escrever corretamente.
  • B: Assumindo a discussão de como aproximar o estudo da língua à existência de uma gramática flexível e descritiva da língua, de forma a evidenciar as competências para a cidadania, assim se concretiza a intenção de professores que querem adotar uma atividad
  • C: Evidenciando a existência de uma gramática flexível, de uma língua uniforme e fixada em um conjunto de regras que devem ser mantidas imutáveis, em decorrência da linguagem escrita, e em conformidade como o processo de adequações linguísticas.
  • D: Apresentando uma gramática predominantemente prescritiva, preocupada em apontar o “certo” e o “errado”, dicotomicamente extremados, em que falar e escrever bem seja uma questão de falar e escrever corretamente.
  • E: Assumindo a discussão de como aproximar o estudo da língua à existência de uma gramática flexível e prescritiva da língua, de forma a evidenciar as competências para a cidadania, assim se concretiza a intenção de professores que querem adotar uma ativida

Lopes et al, (2014) argumentam que, de acordo com pesquisas, as sociedades promovidas pela tecnologia da escrita, de um modo geral, o mundo da leitura de produção de textos escritos, são mediadas pelo professor na escola. Com isso, as autoras inferem que:
  • A: A escola como principal responsável pela instrução da leitura e escrita é o único espaço social que insere o indivíduo no processo de leitura e escrita como prática social.
  • B: O papel da escola é ensinar a norma-padrão, expondo os padrões gramaticais de uso.
  • C: A escrita é vista como sinônimo de poder, portanto nem todos têm acesso a esses recursos tecnológicos.
  • D: A escola como uma instituição social dotada de suas ideologias sistematizadas é o principal espaço que capacita o aluno para o acesso à leitura e à escrita.
  • E: Apropriar-se do ato de ler e escrever é suficiente para usá-los nos diferentes espaços sociais em que o indivíduo frequenta. É pertinente, assim, que o processo de leitura e escrita sejam necessários e suficientes na realização das demandas sociais moder

Dentre as classificações presentes no quadro de relações intertextuais de PiègayGros (1996), encontram-se: citação, menção, referência, plágio e alusão.

Nas tiras apresentadas fica evidente a presença de um(a):
  • A: Plágio.
  • B: Menção.
  • C: Citação.
  • D: Alusão.
  • E: Referência.

Na visão de Fávero (2000), há paralelismo a partir do momento em que as estruturas são reutilizadas, mas com diferentes conteúdos, ou seja, “um meio para deixar fluir o texto” (p. 81).

Diante disso, depreende-se que:
  • A: No título há paralelismo, visto que é ativado um frame: o retrato da vida em uma cidadezinha do interior.
  • B: No último verso há paralelismo, visto que se tem resumida a concepção sobre a vida que aí se leva: “Eta vida besta, meu Deus”.
  • C: Em “Vai devagar”, a recorrência imprime ao texto um caráter concreto: na cidadezinha tudo vai devagar e a única ação está nas janelas.
  • D: A semelhança lexical entre “bananeiras” e “laranjeiras” acentuam o fluxo do texto, tornando as diferenças semânticas lexicais reutilizáveis, em meio ao conteúdo paralelo do poema.
  • E: Em “um”, a recorrência imprime ao texto um caráter imaginário da existência de um objeto referido e paralelo ao conteúdo dos versos.

Conforme o texto, “erro de português” e “erro” de ortografia, na visão do teórico apresentado:
  • A: São “erros” interligados e têm associações linguísticas com a oralidade e com a escrita, respectivamente.
  • B: Ocupam todos os usuários da língua, desde que haja um texto verbal.
  • C: Dizem respeito à escrita, somente.
  • D: Exercícios como esse só servem para transformar os estudantes em novos “comandos paragramaticais”.
  • E: Na atividade proposta, o aluno que encontrar algum “erro” será capaz de inferiorizar a linguagem ali apresentada, estigmatizando um produto vendido, por exemplo.

Práticas de letramentos “configuram-se em unidades abstratas de análises que viabilizam a intepretação daquilo que é observável no evento”. Já evento de letramento caracteriza-se como uma unidade concreta [...]” (LOPES, 2005).

Baseada na opinião da autora, nas alternativas abaixo, apenas uma exemplifica eventos de letramento, a saber:
  • A: Dona Maria nunca frequentou a escola, não sabe ler nem escrever, mas quando vai às compras cita o nome dos produtos e pede que a filha escreva.
  • B: Paulo não sabe ler e nem escrever, mas ajuda os pais resolvendo diversas coisas como: pagar as contas de água e luz, faz compras e vai à farmácia.
  • C: Dona Marta foi alfabetizada na fase adulta, no entanto, tem dificuldade de ler compreensivamente.
  • D: Algumas pessoas não conseguem interpretar textos, são analfabetas funcionalmente.
  • E: João não deve a oportunidade de ser presente na escola porque, quando criança, na sua cidade, era obrigado a trabalhar na lavoura. Hoje trabalha como pedreiro em uma grande cidade, às vezes tem dificuldade de pegar uma condução até o trabalho, outras vez

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