Questões de Português para Concursos

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“As cantigas de roda, também conhecidas como cirandas são brincadeiras que consistem na formação de uma roda, com a participação de crianças, que cantam músicas de caráter folclórico, seguindo coreografias. São muito executadas em escolas, parques e outros espaços frequentados por crianças. As músicas e coreografias são criadas por anônimos, que adaptam músicas e melodias. Transmitidas oralmente, as letras das músicas são simples e trazem temas do universo infantil.” (Suapesquisa.com)

O primeiro período desse segmento exemplifica um tipo de texto denominado definição; no caso da definição de cantiga de roda, NÃO faz parte de sua estrutura:
  • A: outro vocábulo que também designa a mesma realidade;
  • B: um vocábulo de significação geral em que se encaixa a realidade definida;
  • C: componentes que formam a palavra definida;
  • D: especificidades do termo definido;
  • E: informações de caráter histórico sobre o vocábulo definido.

“O conto-do-vigário é o mais antigo gênero de ficção que se conhece. A rigor, pode-se crer que o discurso da serpente, induzindo Eva a comer o fruto proibido, foi o texto primitivo do conto.”

Nesse segmento de uma crônica machadiana de A Semana, Machado de Assis cita o discurso da serpente como:
  • A: um exemplo de conto-do-vigário;
  • B: a fonte primeira de todos os contos-do-vigário;
  • C: o gênero de ficção mais antigo que se conhece;
  • D: o texto primitivo de indução para o mal;
  • E: um caso raro de ficção em texto religioso.

“Aí vem o carro das ideias... felizes ideias que durante três dias andais de carro! O resto do ano ides a pé, ao sol ou à chuva, ou ficais no tinteiro, que é ainda o melhor dos abrigos.”

Como o escritor que é, Machado de Assis, ao falar-nos das ideias, só NÃO diz aos leitores que:
  • A: as ideias só ganham vida através dos textos;
  • B: nem todas as ideias são veiculadas;
  • C: as ideias ora são bem tratadas, ora maltratadas;
  • D: em alguns casos, não é aconselhável verbalizar as ideias;
  • E: as ideias são veiculadas em textos cultos ou populares.

Esse trecho do texto 1 pode ser dividido em dois segmentos, divisão marcada pelas reticências; o segundo segmento mostra a seguinte mudança em relação ao primeiro:
  • A: do passado para o presente;
  • B: da linguagem lógica para a figurada;
  • C: do texto descritivo para o narrativo;
  • D: da visão geral para a individual;
  • E: do otimismo para o pessimismo.

No livro Contos Fluminenses, Machado de Assis faz a seguinte observação sobre a briga de galos: “A briga de galos é o Jockey Club dos pobres”.

Dessa afirmação, pode-se inferir que:
  • A: a briga de galos servia de diversão e de local de apostas;
  • B: o Jockey Club era local frequentado por todas as classes;
  • C: a briga de galos era proibida, assim como hoje;
  • D: locais de jogos a dinheiro não eram bem-vistos;
  • E: a metáfora da frase se apoia nas ações semelhantes entre galos e cavalos.

“É belo ser-se justo. Mas a verdadeira justiça não permanece sentada diante da sua balança, a ver os pratos a oscilar. Ela julga e executa a sentença.”
Romain Rolland

A mudança proposta na estruturação desse segmento textual que se mostra INADEQUADA é:
  • A: ser-se justo / que se seja justo;
  • B: a verdadeira justiça / a justiça verdadeira;
  • C: diante da / em frente da;
  • D: a oscilar / oscilando;
  • E: julga e executa / executa e julga.

Um teólogo russo, V. S. Soloviev, declarou: “Sinto vergonha, logo existo”.

A afirmação INADEQUADA sobre essa frase:
  • A: é parte de um silogismo em que falta a conclusão;
  • B: mostra intertextualidade com uma frase famosa;
  • C: emite uma opinião pessoal do seu autor;
  • D: exemplifica um texto de caráter argumentativo;
  • E: não traz as duas premissas de um silogismo.

O segmento (texto 4) abaixo em que a preposição “de” NÃO é exigida por nenhum termo anterior é:
  • A: “sentimentos de justiça”;
  • B: “aproximar dos homens”;
  • C: “me entreguei de corpo”;
  • D: “sentimento de ser um estranho”;
  • E: “desejo de solidão”.

Considerando o conteúdo global desse segmento (texto 4), podemos definir o pensamento de Einstein como:
  • A: contraditório;
  • B: egoísta;
  • C: sentimental;
  • D: materialista;
  • E: solidário.

“Nenhum ser humano é uma ilha… por isso não perguntem por quem os sinos dobram. Eles dobram por cada um, por cada uma, por toda a humanidade.”

A marca característica do discurso moderno nesse segmento do texto 3 é:
  • A: a presença da intertextualidade;
  • B: a metaforização com um acidente geográfico;
  • C: a indicação separada de “cada um” e “cada uma”;
  • D: a utilização de vocábulos desusados como “dobrar”;
  • E: o emprego de reticências no meio da frase.

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