Questões de Português para Concursos

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No conto, o autor retrata criticamente a habilidade do personagem no manejo de discursos diferentes segundo a posição do interlocutor na sociedade. A crítica à conduta do personagem está centrada
  • A: na imagem do títere ou fantoche em que o personagem acaba por se transformar, acreditando dominar os jogos de poder na linguagem.
  • B: na alusão à falta de articulações e reflexos do personagem, dando a entender que ele não possui o manejo dos jogos discursivos em todas as situações.
  • C: no comentário, feito em tom de censura pelo autor, sobre as frases obscenas que o personagem emite em determinados ambientes sociais.
  • D: nas expressões que mostram tons opostos nos discursos empregados aleatoriamente pelo personagem em conversas com interlocutores variados.
  • E: no falso elogio à originalidade atribuída a esse personagem, responsável por seu sucesso no aprendizado das regras de linguagem da sociedade.

A inquietação existencial do autor com a autoimagem corporal e a sua corporeidade se desdobra em questões existenciais que têm origem
  • A: no conflito do padrão corporal imposto contra as convicções de ser autêntico e singular.
  • B: na aceitação das imposições da sociedade seguindo a influência de outros.
  • C: na confiança no futuro, ofuscada pelas tradições e culturas familiares.
  • D: no anseio de divulgar hábitos enraizados, negligenciados por seus antepassados.
  • E: na certeza da exclusão, revelada pela indiferença de seus pares.

Com contornos assimétricos, riqueza de detalhes nas vestes e nas feições, a escultura barroca no Brasil tem forte influência do rococó europeu e está representada aqui por um dos profetas do pátio do Santuário do Bom Jesus de Matosinho, em Congonhas (MG), esculpido em pedra-sabão por Aleijadinho. Profundamente religiosa, sua obra revela
  • A: liberdade, representando a vida de mineiros à procura da salvação.
  • B: credibilidade, atendendo a encomendas dos nobres de Minas Gerais.
  • C: simplicidade, demonstrando compromisso com a contemplação do divino.
  • D: personalidade, modelando uma imagem sacra com feições populares.
  • E: singularidade, esculpindo personalidades do reinado nas obras divinas.

Para a autora, a substituição de “haver” por “ter” em diferentes contextos evidencia que
  • A: o estabelecimento de uma norma prescinde de uma pesquisa histórica.
  • B: os estudos clássicos de sintaxe histórica enfatizam a variação e a mudança na língua.
  • C: a avaliação crítica e hierarquizante dos usos da língua fundamenta a definição da norma.
  • D: a adoção de uma única norma revela uma atitude adequada para os estudos linguísticos.
  • E: os comportamentos puristas são prejudiciais à compreensão da constituição linguística.

Estudos contemporâneos mostram que cada língua possui sua própria complexidade e dinâmica de funcionamento. O texto ressalta essa dinâmica, na medida em que enfatiza
  • A: a inexistência de conteúdo comum a todas as línguas, pois o léxico contempla visão de mundo particular específica de uma cultura.
  • B: a existência de línguas limitadas por não permitirem ao falante nativo se comunicar perfeitamente a respeito de qualquer conteúdo.
  • C: a tendência a serem mais restritos o vocabulário e a gramática de línguas indígenas, se comparados com outras línguas de origem europeia.
  • D: a existência de diferenças vocabulares entre os idiomas, especificidades relacionadas à própria cultura dos falantes de uma comunidade.
  • E: a atribuição de maior importância sociocultural às línguas contemporâneas, pois permitem que sejam abordadas quaisquer temáticas, sem dificuldades.

A escolha do tratamento que se queira atribuir a alguém geralmente considera as situações específicas de uso social. A violação desse princípio causou um mal-estar no autor da carta. O trecho que descreve essa violação é:
  • A: “Essa palavra, ‘senhor’, no meio de uma frase ergueu entre nós um muro frio e triste.”
  • B: “A única nobreza do plebeu está em não querer esconder a sua condição.”
  • C: “Só poderíeis ter encontrado essa senhoria nas rugas de minha testa.”
  • D: “O território onde eu mando é no país do tempo que foi.”
  • E: “Não é de muito, eu juro, que acontece essa tristeza; mas também não era a vez primeira.”

No trecho apresentado, o sociólogo Roger Chartier caracteriza o texto eletrônico como um poderoso suporte que coloca ao alcance da humanidade o antigo sonho de universalidade e interatividade, uma vez que cada um passa a ser, nesse espaço de interação social, leitor e autor ao mesmo tempo. A universalidade e a interatividade que o texto eletrônico possibilita estão diretamente relacionadas à função social da internet de
  • A: propiciar o livre e imediato acesso às informações e ao intercâmbio de julgamentos.
  • B: globalizar a rede de informações e democratizar o acesso aos saberes.
  • C: expandir as relações interpessoais e dar visibilidade aos interesses pessoais.
  • D: propiciar entretenimento e acesso a produtos e serviços.
  • E: expandir os canais de publicidade e o espaço mercadológico.

O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos. No contexto da ilustração, a frase proferida recorre à
  • A: polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia que pretende veicular.
  • B: ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
  • C: homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço da população rica.
  • D: personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.
  • E: antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de descanso da família.

Na entrevista, o autor defende o uso de formas linguísticas coloquiais e faz uso da norma padrão em toda a extensão do texto. Isso pode ser explicado pelo fato de que ele
  • A: adapta o nível de linguagem à situação comunicativa, uma vez que o gênero entrevista requer o uso da norma padrão.
  • B: apresenta argumentos carentes de comprovação científica e, por isso, defende um ponto de vista difícil de ser verificado na materialidade do texto.
  • C: propõe que o padrão normativo deve ser usado por falantes escolarizados como ele, enquanto a norma coloquial deve ser usada por falantes não escolarizados.
  • D: acredita que a língua genuinamente brasileira está em construção, o que o obriga a incorporar em seu cotidiano a gramática normativa do português europeu.
  • E: defende que a quantidade de falantes do português brasileiro ainda é insuficiente para acabar com a hegemonia do antigo colonizador

Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função da linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois
  • A: o discurso do enunciador tem como foco o próprio código.
  • B: a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito.
  • C: o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem.
  • D: o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais.
  • E: o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação.

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